A Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira que quatro estudantes feridos no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na última quinta-feira, tiveram alta hoje. Seis pacientes, cinco meninos e uma menina, permanecem internados.

Y.B.O.P.N., 13 anos, que foi baleado no braço e passou por cirurgia, e B.R.T., 13 anos, que foi atingida nas mãos e também passou por cirurgia, receberam alta do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. A.M.F.S., 14 anos, baleado na cabeça, mão e clavícula foi liberado do Hospital da Polícia Militar após operação. Já M.V.S., 13 anos, teve fratura no antebraço e recebeu alta do Hospital Estadual Albert Schweitzer.

Dos seis internados, dois continuam em estado grave: L.V.S.F., 13 anos, baleado no olho, está sedado e respira com a ajuda de aparelhos, e E.C.A.A., 14 anos, baleado no abdome e na mão. L. está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes e E., no CTI do Hospital Estadual Albert Schweitzer.

J.O.S., 14 anos, que teve lesão vascular grave no ombro direito, passa bem, está lúcido e orientado no CTI pediátrico do Hospital Estadual Alberto Torres. T.T.M., 13 anos, baleada no abdome e na coluna, está estável no CTI pediátrico do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes.

Já D.D.V., 12 anos, baleado no abdome, evolui bem, mais ainda não tem sem previsão de alta, segundo a secretaria. Ele está no CTI do Hospital Estadual Albert Schweitzer. L.G.C., 13 anos, está estável, consciente e também evolui bem, em leito de enfermaria do Hospital Universitário Pedro Ernesto.

Atentado

Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. Segundo a polícia, o atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.