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O terceiro sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, voltou à Escola Municipal Tasso da Silveira nesta segunda-feira. Foi a primeira vez que o policial voltou ao local. Ele foi tratado como herói, por ter atirado contra Wellington Oliveira Menezes, de 24 anos, evitando que o assassino matasse mais crianças na chacina da última quinta-feira, no colégio de Realengo.

O sargento Alves, que está de folga esta semana, foi convidado a ir ao local pelo presidente da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados Federais, deputado Mendonça Prado (DEM-SE). Entretanto, Alves ficou no térreo o tempo todo em que esteve no colégio, preferindo não subir com a comissão. O sargento disse que, ao mesmo tempo em que ficou triste por voltar ao local da chacina, ele ficou gratificado pelo reconhecimento dos professores.

-Eu achei que não era necessário subir. Não queria relembrar dos acontecimentos. Apesar disso, eu relembrei os olhares dos funcionários que estavam no dia (da chacina) me orientando para eu subir - disse Alves - Não reencontrei nenhum funcionário.

Alves ganhou folga do estado até a semana que vem, quando retornará ao trabalho. Ele é lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV).

O diretor da escola, Luis Marduk, disse que não há data para as aulas retornarem na unidade. Ele contou que as salas 1801 e 1803, onde o assassino entrou para matar suas vítimas, não serão mais salas de aula. A 1803 vai se transformar em sala de leitura com biblioteca digital. A 1801 será uma sala de recursos multifuncionais para crianças com necessidades.

-Estamos dando um passo de cada vez. Não posso responder se vamos superar o trauma - disse Marduk.