Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true MP Maceió

Com o objetivo de analisar e evitar que outras mortes aconteçam em Alagoas em decorrência da superbactéria, o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) instaurou um procedimento de monitoramento com intuito de observar a atuação da Vigilância Sanitária nos hospitais do estado.

“O estudo que irá detalhar todos os casos de infecção nos hospitais de Alagoas sairá em breve, assim poderemos observar com números os locais em que houve infecção”, destacou Micheline Laurindo dos Anjos, promotora de Justiça Coletiva Especializada de Defesa da Saúde, do Idoso e do Deficiente.

De acordo com a promotora, o procedimento tem como objetivo, ainda, realizar um ‘check list’ na atuação da Vigilância Sanitária. “Lamentamos pelas perdas das vidas dessas pessoas e o nosso procedimento visa evitar que outras pessoas possam ser infectadas”, frisou ela.

O diretor médico do Hospital Universitário de Alagoas (HU), Alberto Fontan revelou, em entrevista coletiva na última quarta-feira (06), que entre os meses de janeiro e abril de 2011 oito pessoas foram vítimas da superbactéria. Destas, apenas três pessoas se contaminaram no HU e as demais se infectaram em outras unidades, incluindo redes particulares.

“As mortes não representam nenhum tipo de surto nos hospitais de Alagoas, apenas lanço um alerta para as secretariais e os médicos que trabalham diretamente nestes casos para tomarem médicas profiláticas”, destacou Fontan.

Ainda segundo Alberto Fontan, medidas simples podem evitar a elevação do nível de preocupação nas unidades médicas do estado. “Tínhamos 10 recém-nascidos que apresentavam quadro infeccioso pela superbactéria.

Destes, três foram liberados e apenas sete permanecem em observação”, frisou o diretor médico, revelando ainda que o quadro clínico não é grave.

"A sociedade precisa ter conhecimento que o Hospital Universitário não é o foco do desenvolvimento e a proliferação desta superbactéria”, esbravejou Samuel Correia,coordenador do Sintufal.