O secretário de Agricultura de Arapiraca, Manoel Henrique Cavalcante, e o diretor do departamento de Vigilância Sanitária Municipal, Jaelson Barros Carnaúba, participaram, nesta sexta-feira (8), no auditório do Fórum da Justiça Estadual, de Audiência Pública para discutir a comercialização de leite in natura nas cidades do Agreste.

O encontro também contou com a presença dos representantes do Ministério Público Estadual (MPE), promotor Napoleão Amaral e procurador de justiça Geraldo Magella Pirauá, secretários municipais de Agricultura e integrantes da Agência de Defesa Agropecuária e Inspeção Animal (Adeal), Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) e de cerca de 200 produtores rurais.

Na ocasião, os produtores de leite assinaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para regulamentação da venda de leite in natura nos municípios da região.

Desde o fim do ano passado que a cooperativa e Ministério Público Estadual desenvolvem atividades para identificação dos produtores que comercializam leite in natura na Região Agreste.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada dez litros de leite produzidos em todo país, três não passam por nenhum tipo de fiscalização.

O leite clandestino, além de não passar por nenhuma inspeção sanitária, pode oferecer risco à saúde da população.

Tanques de resfriamento

Com a assinatura do TAC, os produtores terão um prazo de cinco meses para apresentar projetos junto às secretarias municipais de Agricultura, a fim de serem criadas cooperativas destinadas à comercialização do leite in natura.

Ainda como parte do plano, serão adquiridos tanques de resfriamento para armazenar o produto, que passará por um processo de fiscalização sanitária para, em seguida, ser colocado para a venda no mercado alagoano.