Analistas prevêem crescimento econômico de 0,01% este ano

  • 24/03/2009 07:17
  • Negócios
A economia brasileira deve crescer 0,01% neste ano na projeção de analistas de mercado consultados pelo Banco Central. Segundo o boletim Focus, divulgado todas as semanas, a estimativa anterior para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, era de 0,59%. Essa expectativa está em queda há três semanas. O menor crescimento do PIB é resultado dos efeitos da crise financeira internacional no Brasil.

Para 2010, os analistas prevêem uma recuperação da economia, com crescimento de 3,5%, a mesma estimativa da semana anterior.

Na projeção do governo, divulgada na semana passada, a estimativa de crescimento da economia neste ano é de 2%, apesar das expectativas menos otimistas do mercado financeiro.

Em 2008, o país cresceu 5,1% em relação ao resultado de 2007, mas com queda de 3,6% do PIB no último trimestre do ano em comparação com terceiro trimestre, o maior recuo registrado desde 1996. Em setembro do ano passado, houve o agravamento da crise financeira internacional.

Para a produção industrial, os analistas prevêem uma queda de 2%. Na semana anterior, a projeção de recuo era de 1,59%. Para 2010, foi mantida a estimativa de crescimento de 4%.

A expectativa para a relação entre dívida líquida do setor público e PIB subiu de 36,40% para 36,50%, neste ano, e de 35,30% para 35,50% em 2010. Quanto menor esse relação, maior é a confiança do investidor estrangeiro de que o país é capaz de honrar seus compromissos.

Para o déficit em conta corrente (todas as operações do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 24,5 bilhões para US$ 24,7 bilhões neste ano. Em 2010, a previsão permanece em US$ 26,19 bilhões.

A previsão dos analistas para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) é de US$ 13,02 bilhões, contra os US$ 13 bilhões previstos na semana anterior. Para 2010, a estimativa subiu de US$ 13 bilhões para US$ 13,35 bilhões.

A projeção para a entrada de investimento estrangeiro direto no país (caracterizado pelo interesse duradouro do investimento do empreendimento) permanece em U$S 22 bilhões neste ano e em US$ 25 bilhões em 2010.

A estimativa para a taxa de câmbio foi mantida em R$ 2,30 ao final de 2009 e de 2010.