Dos 16 presos na operação Mascotch, apenas seis permanecem detidos na carceragem da Polícia Federal em Alagoas. Nove pessoas foram liberadas na tarde deste domingo (03), seguindo determinação da Justiça.

As prisões aconteceram no último dia (30), nos municípios de Belo Monte, Limoeiro do Anadia, Traipú, Estrela de Alagoas, Craíbas, Lagoa da Canoa, Arapiraca e Maceió. Eles são acusados de desviarem cerca de R$ 8 milhões. Os recursos deveriam ser utilizados na compra de merendas para os alunos nas respectivas cidades.

O superintendente da Polícia Federal em Alagoas, Amaro Viera, em entrevista coletiva no último dia 30, ressaltou que lamenta muito pela conduta das prefeituras e que a educação no estado de Alagoas requer o máximo de cuidado. “Infelizmente tivemos casos absurdos em certas prefeituras. Enquanto o Estado pagava pela carne os meninos (alunos), comiam café com biscoito”, acentuou o gestor da PF local.

O delegado responsável pela operação, André Costa revelou , em entrevista, que a operação contou com a gravação de vídeos onde os alunos relatavam o que de fato eram ofertados nas merendas. “Temos em mãos algumas gravações, onde os alunos relatam que não comiam nenhum tipo de carne ou comida de qualidade, apenas leite e biscoito e no mais uma carne de segunda”, emendou o delegado.

Amaro Vieira disse também que a operação foi a conclusão de mais uma fase da Caétes. “A Mascocth foi só uma continuação da operação Caétes. Outras situações podem surgir, logicamente”, frisou Viera, relatando ainda que toda operação obedeceu as prerrogativas legais.

Costa afirmou ainda que os desdobramentos desta operação foram possíveis através das declarações, em depoimentos, dos empresários presos na operação Caétes, em 2010.