Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ricardo Nezinho

O comandante da Polícia Militar de Alagoas (PM), coronel Luciano Silva, compareceu no último dia 29, à Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) para debater com os deputados a questão da segurança pública do Estado. O comandante mostrou números referentes à corporação, evidenciando a realidade de precariedade de material humano.

Durante o debate, o deputado estadual Ricardo Nezinho (PTdoB), aproveitou para mostrar sua preocupação com a segurança pública da Região do Agreste, principalmente no município de Arapiraca, uma vez que existe uma defasagem no 3º Batalhão da Polícia Militar.

Segundo Nezinho, o 3º Batalhão foi instalado no ano de 1982 com um contingente de 160 policias, para atuar no Agreste e Sertão de Alagoas, 29 anos depois, esse mesmo batalhão possui 450 policiais, atendendo a um número maior de habitantes.

“Irei defender o desmembramento do 3º Batalhão, para que ele continue atendendo a cidade de Arapiraca e mais um ou dois municípios, ao mesmo tempo em que seja constituído outro batalhão, para que tome conta da segurança pública dos outros dez municípios, aumentando o número de homens e oferecendo melhores condições de trabalho a Polícia Militar para atender a população”, disse o parlamentar.

O coronel Luciano Silva relatou que tem uma carência anual de aproximadamente 600 policiais, que se aposentam, morrem ou se afastam por motivos diversos, como aprovação em outro concurso público, por exemplo. “Se eu pudesse, substituiria esse número, cerca de 600 homens a cada ano na corporação”, afirmou o comandante. Luciano Silva disse, ainda, que a violência incomoda a toda sociedade, inclusive aos próprios policiais e que um planejamento estratégico esta em andamento para diminuir os altos números de violência no Estado.

O comandante da PM disse que apesar das considerações, a PM pretende aproximar a população da polícia. O caminho para isso é a criação de unidades de polícia comunitária e, para isso, pretende criar, pelo menos, 43 nos próximos quatro anos no Estado.

Durante o encontro, os nove parlamentares que estavam presentes fizeram inúmeras criticas a forma como a política de segurança pública vem sendo conduzida no Estado