A Delegacia de Homicídios de Arapiraca concluiu o inquérito  que investigou o assassinato de Rafael dos Santos Farias, que era transexual, ocorrido no dia 19 de março deste ano. O corpo da vítima foi achado em uma casa abandonada, localizada no Povoado Poço da Pedra, zona rural do município. Rafael apresentava fratura no crânio, teve o corpo queimado e os dentes quebrados.

“Rafinha Pimenta”, como a vítima era conhecida, estava desaparecido há cinco e seu cadáver já apresentava decomposição.

A necropsia, realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, indicou que “Rafinha” apresentava fratura no crânio e que seu corpo também foi queimado, teve os dentes quebrados e sofreu outros tipos de violência.

De acordo com as investigações, Rafael teria um relacionamento com um garoto menor de idade, que estaria desistindo de encontrá-lo, o que irritou o transexual.

A vítima, então, ameaçou contar na escola do garoto, que este havia saído com ela, e que se o garoto aceitasse sair com “Rafinha” de novo, esta não contaria nada a ninguém.

O fato importante na investigação é que a polícia descobriu que “Rafinha” sempre utilizava o telefone de um amigo quando queria conversar com o garoto, e foi nessas conversas pelo WhatsApp , que as ameaças da vítima para o garoto foram descobertas.

Ainda durante as investigações, foi esclarecido que “Rafinha” queria encontrar novamente o garoto, e que este estaria tendo um relacionamento com outro rapaz, maior de idade. Teria sido ai que se iniciou a trama para matar a vítima.

O garoto, como forma de se livrar de “Rafinha”, contou tudo para o outro rapaz e falou das ameaças que sofria. O rapaz, então, teria convencido o menor a chamar “Rafinha” para conversar em uma casa abandonada, local onde eles costumavam se encontrar.

Na conversa, o menor falou que iria levar um amigo, mas “Rafinha” não sabia que seria o rapaz com quem o garoto tinha um relacionamento. O garoto pediu para que “Rafinha” arrumasse um martelo, alegando que seria para consertar a porta da casa abandonada, onde iriam se encontrar.

Segundo as investigações, o menor e o amigo seguiram em uma moto até o local combinado, e ao encontrar a vítima próximo da casa, a chamaram. Os três subiram na moto e se dirigiram para a casa.

Quando chegaram ao Povoado Poço da Pedra, o rapaz maior de idade pediu o martelo a “Rafinha”, dizendo que iriam consertar a porta da casa velha, mas na hora que vítima entregou, iniciou-se a agressão a marteladas.

“Rafinha” foi atingido na cabeça, e caiu já desacordado, mas foi agredido outras vezes. O menor juntou-se ao o rapaz e seguiram a uma localidade distante, na mesma moto, conseguiram gasolina, voltaram e atearam fogo no corpo de “Rafinha”.

Depois do crime, os dois suspeitos fugiram, e continuaram vivendo normalmente como se nada houvesse acontecido. O menor já foi ouvido na polícia e confessou sua participação como também do rapaz adulto no assassinato. O inquérito agora será enviado à Justiç