Preso no Sertão de Pernambuco um dos maiores assaltantes de banco do Nordeste

  • wadson
  • 14/08/2009 07:39
  • Polícia

No Sertão de Pernambuco, a Polícia Federal (PF) prendeu, na noite da última quarta-feira (12), Josinaldo Claudio Soares (na foto, à esquerda), 29 anos, apontado com um dos maiores assaltantes de bancos do Nordeste. Ele teria envolvimento em roubos em Pernambuco, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pará, Piauí e Bahia.

Os agentes informaram que Josinaldo Soares, conhecido como “Preto” ou “Focinho, também é acusado de participar do assalto a um prédio no bairro de Boa Viagem, no Recife, em 1999, quando foram roubados US$ 100 mil, 1.600 euros e cinco quilos de ouro. Em seu interrogatório, ele disse que estava vindo de Salgueiro com a intenção de comprar cem quilos de maconha na cidade de Orocó.

De acordo com a PF, na ficha de Josinaldo Soares consta também uma prisão por porte ilegal de arma e formação de quadrilha em 2000, uma fuga em 2002, condenação por assalto e roubo em 2005 e participação no assalto ao Banco do Brasil de Aroeira (PB), em 2008. Além disso, ele teria envolvimento com o assalto à agência do BB de São Domingo do Capim (PA), quando foram levados R$ 200 mil, e foi detido no dia 18 de julho deste ano por roubo. Há três mandados de prisão em aberto contra ele.

Com ele foi preso também Ricado Ramos Ferreira (foto, à direita), conhecido como “Tota”, 29 anos, suspeito de fazer parte da quadrilha. Ele teria participado do assalto ao Banco do Brasil em Cabaceiras (PB) e de outras investidas no Pará e no Maranhão. Segundo a polícia, ele é considerado o braço direito e homem de confiança de Josinaldo Soares.

As prisões aconteceram na cidade de Jati, na fronteira com o Ceará. O veículo com dois ocupantes foi parado pelos agentes federais, que encontraram sete bolinhas de haxixe que estava bolso de Josinaldo Soares, com alto teor de concentração de THC - princípio ativo da maconha. Os dois ainda tentaram apresentar um documento de identidade falsa.

A PF já prendeu oito pessoas integrantes da quadrilha dos suspeitos. Segundo os agentes, eles costumam usar as pessoas como escudo humano fora dos bancos para evitar que a polícia atire e sempre utilizam armamento pesado, como fuzis, metralhadoras e pistolas.

A dupla foi encaminhada para a Cadeia Pública de Jati, onde ficarão à disposição da Justiça do Ceará. Eles foram autuados pelo delegado plantonista pelos crimes tráfico de drogas e falsidade ideológica, cujas penas podem chegar, caso sejam condenados a 15 anos de reclusão.