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Nesta quinta-feira (21) o advogado e ex-presidente da OAB/Arapiraca, Hector Martins, divulgou um vídeo nas redes sociais lamentando o descaso da Prefeitura de Arapiraca com os milhares de estudantes da rede municipal que, passados mais de 60 dias de quarentena, continuam sem receber os kits de merenda escolar. Hector afirma ter protocolado requerimento junto ao portal da transparência de Arapiraca e diante da ausência de resposta protocolou denúncias no Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL) e Controladoria Geral da União (CGU) no sentido de apurar eventuais irregularidades e ilicitudes da gestão pública de Arapiraca.

Há 25 dias, o advogado, que também é pré-candidato a prefeito de Arapiraca, divulgou outro vídeo rebatendo as alegações do secretário municipal de Administração e Planejamento de Arapiraca, Antônio Lenine, que teria dito que a Prefeitura recebe apenas R$ 10,66 por aluno, o que, segundo o secretário, é um valor que não daria pra alimentar ninguém.

Na época, a resposta do secretário gerou revolta entre os seguidores da página, gerando polêmica e grande repercussão na cidade, visto que o município vem descumprindo a determinação do Ministério Público Estadual.

Irritado com os argumentos do secretário, Hector Martins disse que gestão precisa ser tratada com seriedade e não com firula. “O que Arapiraca precisa é de gestão, de boa vontade e nada de firula, nada de justificar o injustificável”, rebateu.

No vídeo desta quinta-feira (21) ao informar que havia protocolado requerimento nos órgãos de controle externo, Hector Martins disse também ter recebido a informação de que alguns poucos alimentos começaram a chegar nas escolas para que professores e profissionais da Educação iniciem o preparo dos kits, mas que na maioria dos estabelecimentos de ensino só chegou arroz.

“Será que o prefeito come apenas arroz? Eu não sei exatamente que morosidade é essa. Estamos há quase dois meses de quarentena e até agora a Prefeitura não foi capaz de fazer a entrega da merenda pra quem mais precisa. O gestor precisa entender que a situação é grave e a fome não espera”, finalizou.