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Nessa semana o presidente estadual do Patriotas e pré-candidato à Prefeitura de Arapiraca, Cláudio Canuto, foi o entrevistado do programa Folha na Tv, veiculado da TV Maceió. Na oportunidade, Canuto falou sobre sua pré-candidatura em Arapiraca, apresentou ideias e os problemas vivenciados pela população da segunda maior cidade do Estado.

Ao ser questionado sobre o que o motivou a ser pré-candidato, Canuto afirmou que o país enfrenta um momento difícil, pois os homens e as mulheres de bem vivem numa zona de conforto e não assumem responsabilidades políticas.

O pré-candidato elencou ainda os três maiores problemas enfrentados pelos arapiraquenses. “Desde setembro venho visitando o município, principalmente a zona rural, e hoje visualizo três problemas graves em Arapiraca. Um deles é o subdesenvolvimento humano, ou seja, as pessoas não têm acesso a serviços básicos como saúde, educação, saneamento básico, infraestrutura, transporte público e mobilidade urbana. O outro pilar que eu considero importante é com relação ao homem do campo. Como a agricultura familiar não recebe incentivos o êxodo rural vem se acentuando e acarretando ainda mais os problemas urbanos. O terceiro ponto é o comércio, que necessita de projetos que incentivem a geração de empregos e renda”, pontuou.

"Se nos próximos dez anos Arapiraca continuar como está certamente vai perder o posto de segunda maior cidade do Estado"

Ainda segundo Canuto, Arapiraca cresce de forma desordenada e praticamente não existe gestão. O município tem quase 80 mil pessoas viendo em estado de miséria. São poucas pessoas muito ricas e a maioria muito pobres. “O próximo gestor precisa diminuir esse hiato entre os mais pobres e o mais ricos. Pra isso o desenvolvimento e os cuidados básicos precisam ser melhorados. Se nos próximos dez anos Arapiraca continuar como está certamente vai perder o posto de segunda maior cidade do Estado”, frisou.

Ao falar sobre a atual administração, Canuto classificou a gestão do prefeito Rogério Teófilo como um loteamento político. “A Prefeitura de Arapiraca se transformou num loteamento político, onde cada um atua seguindo os seus interesses e os interesses dos que os indicaram. Tem secretário de Agricultura que é advogado, tem secretário de Saúde que é administrador de empresas e por aí vai. É necessário fazer menos política e se preocupar mais com gestão, trabalhando com menos indicações políticas e mais indicações técnicas”, afirmou.

"A Prefeitura de Arapiraca se transformou num loteamento político"

Canuto também falou da possibilidade de uma composição do Patriotas com o deputado Tarcizo Freire (PP). Segundo ele, as conversas com o deputado estão avançadas, mas independente da composição Canuto só disputa o pleito sendo cabeça de chapa.

Um dos trechos mais polêmicos da entrevista foi quando Canuto respondeu a pergunta sobre o que seria pior para Arapiraca: a reeleição de Teófilo ou a volta do grupo ligado ao Palácio? Na resposta, Canuto foi enfático ao afirmar que o pior seria a volta do grupo governista. “Essas pessoas já tiveram sua oportunidade em Arapiraca. Falam muito da possibilidade da volta do ex-governador Luciano Barbosa. Eu não escolho adversários, mas se for o Luciano vai ser melhor ainda, pois vamos ao debate pra discutir gestão pública e mostrar aos arapiraquenses se ele foi tão bom como muitos falam”, alfinetou.

CURTE OU NÃO CURTE

Ao final da entrevista, Canuto participou do quadro "Curto ou não Curto", onde um telão apresentava fotos de algumas pessoas para o entrevistado dizer se as aprovam ou não. Veja as respostas e justificativas de Canuto:

•    Vice-governador Luciano Barbosa - não curto, pois é uma pessoa ligada às práticas da velha política e não concordo com sua forma de fazer gestão
•    Senador Rodrigo Cunha – não curto, pois fica muito em cima do muro e um político tem que ter decisão e opinião
•    Ex-prefeita Celia Rocha - não curto, pois deveria ter terminado seu mandato na Câmara Federal
•    Senador Renan Calheiros –  não curto (sem comentários)
•    Deputado Cabo Bebeto – curto, pois é um político independente e que se adequa a nova realidade política
•    PSL – não curto. Fui filiado e o que a gente percebe é que é um partido que não cumpre as suas determinações
•    Flávio Moreno (presidente do PSL/AL) – não curto. Quando esteve na presidência do PSL foi uma pessoa que não honrou seus compromissos.