Ministério Público confirma que existem grandes chances de taturanas serem novamente afastados

  • carlinhos
  • 12/08/2009 02:48
  • Política

Quase um mês depois de enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um agravo regimental pedindo a revisão da decisão do ministro Gilmar Mendes, sobre a volta dos deputados indiciados na operação taturana, desencadeada em 2007 pelo desvio de R$ 280 milhões da Assembléia Legislativa, o Ministério Público (MP/AL) ainda aguarda com
expectativa o julgamento do pedido.

Segundo o procurador do MP/AL, Eduardo Távares ainda não há uma data definida para que isso aconteça, devido à elasticidade nos prazos do STF.

O processo de improbidade administrativa contra os deputados tramita na justiça federal e a expectativa maior é para que o inquérito elaborado pela Polícia Federal siga para o Ministério Público Federal (MPF), que deverá aceitar a denúncia na área penal.

"Sabemos que o ministro tem uma posição, mas se ele não rever a decisão que concedeu a volta dos deputados indiciados, há possibilidade do agravo seguir para o pleno do STF. Há mais de uma chance deles responderem ao processo e serem novamente afastados", afirmou o procurador.

Questionado sobre as acusações feitas contra o prefeito Cícero Almeida, que também foi indiciado na operação, Eduardo Tavares disse que não foi apresentado nenhum documento contra ele. "Sabemos que ele foi citado, mas as provas materiais não chegaram até o MP/AL".

Além de serem indiciados na operação taturana os deputados Antônio Albuquerque (sem partido), Cícero Ferro (PMN) e João Beltrão (PMN) que também foram detidos pela operação Ressugere, também respondem a processo criminal, sob acusação de crimes de mando no Estado

O Cadaminuto apurou que Gilmar Mendes ficou muito irritado com o teor das entrevistas concedidas pelo deputado Cícero Ferro, principalmente na que o deputado deu ao radialista Alves Correia em Arapiraca, onde ele chama juízes de ladrões e relata que a vontade que ele teria era "de dar umas tapas".

Os processos criminais que envolvem os deputados também foram relatados ao presidente do STF e aos outros ministros. Este fato pode influir em uma provável votação para o afastamento dos mesmos no Pleno.