Dia dos Pais: Alagoanos falam da importância desta data

  • carlinhos
  • 09/08/2009 04:53
  • Maceió

Originário da antiga Babilônia, quando um jovem chamado Elmesu moldou em argila o primeiro cartão, desejando sorte, saúde e longa vida a seu pai, com o passar dos anos o dia dos pais se consolidou em vários paises, que fazem a celebração em datas distintas como na Inglaterra, em junho e na Itália e Portugal, onde a homenagem acontece no Dia de São José, 19 de março.

No Brasil o dia dos pais começou a ser celebrado a partir de 1953, com o objetivo de incentivar as reuniões familiares, baseado nos sentimentos e costumes cristãos.

Inicialmente, foi instituído em 16 de agosto, no dia de São Joaquim. Mas, como o final de semana era mais propício para as famílias se encontrarem, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto.

Todos os anos, filhos e filhas correm para as lojas, que fazem promoções e campanhas  publicitárias, incitando o consumo. Em Maceió, a pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio/AL), apontou que 79,82% dos consumidores pretendem comprar presentes. Entre os itens está vestuário, calçados, perfumes, cds, dvds, além de livros e produtos eletrônicos.

Porém, a data também costuma aproximar filhos que estão distantes ou que se desentenderam com os pais e ainda, renovar os laços de amor e amizade, como acontece todos os anos com o publicitário e jornalista Francis Veiga. Ele escolheu o jornalismo por influência do pai, Laurentino Veiga e o considera um grande amigo e conselheiro.

"Meu pai sempre me incentivou a ler e na infância, lembro quando eu ia com ele comprar revistas em quadrinho e jornal. Ele é divertido, gosta de falar sobre coisas do cotidiano e de contar histórias e piadas. Me sinto bastante agradecido, por saber o esforço que ele sempre fez para  me tornar um ser humano melhor", destacou Francis.

Pai de primeira viagem, o jornalista Renato Buarque lembra com alegria das peripécias de Ana Luiza, de seis meses, que assim como ele, nasceu com uma deficiência visual. Buarque confessou que chegou a scaner a primeira ultrassonagrafia da filha e que ela foi o melhor presente que ele recebeu. Ele afirmou que embora a paternidade pareça um sonho, há muita responsabilidade nela.

"É complicado saber que existe alguém que depende inteiramente de você. Minha filha é o bebê mais lindo do mundo e sei que ela vai ser tão vitoriosa quanto eu. Confesso que sou um pai coruja e os gritos e as caretinhas dela me encantam. Mesmo que um filho seja indesejado e tenha uma deficiência ele deve ser visto com uma benção, porque são nosso espelho. Precisamos transmitir a eles nossos anseios de fazer bem ao próximo, ensinando que eles devem ter caráter", destacou o jornalista.

Já o professor Agnaldo dos Santos contou que após o nascimento do filho Max Henrique, 12, não conseguiu vê-lo com freqüência, já que havia se separado da mãe do menino. Santos disse que até os três anos de idade ela não permitiu que seu filho o encontrasse, até que o garoto começou a querer conhecê-lo.

"Lembro que da primeira vez que nos encontramos ele me pediu uma bicicleta e foi aí que começamos a ter mais contato. Depois dos seis anos ele começou a passar mais tempo comigo, apesar de morar em outra cidade. Sempre nos falamos por telefone e eu dou uma ajuda financeira para os estudos dele. Temos uma relação boa e nesse tempo só aconteceu um desentendimento. Ele vem passar o dia dos pais comigo", relatou o professor.