Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Alunos do programa de Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e Polícia Militar estraram em confronto na noite desta quarta-feira (7), no Centro de Arapiraca, durante protesto pela proibição do uso do transporte escolar fornecido pelo Estado

Os estudantes percorreram as ruas do Centro de Arapiraca para chamar atenção da sociedade, na tentativa de sensibilizar o governo. Um dos momentos mais tensos ocorreu no cruzamento da Avenida Rio Branco com a Rua Estudante José de Oliveira Leite, quando foi iniciado um confronto com a Polícia Militar.

Segundo Carlos Cézar, aluno da escola Epial, o governo do Estado proibiu que motoristas dos ônibus escolares transportassem alunos do EJA, mas que o transporte está autorizado apenas para estudantes do ensino médio.

Segundo um dos motoristas do transporte escolar, que não quis se identificar, a orientação da Secretaria de Educação do Estado é que não seja feito o transporte. “Por ordem, é pra gente não carregar aluno do EJA, mas ainda hoje eu vou carregar. Aí, a partir de amanhã, só pode trazer aluno do médio”, disse.

Em nota, a Polícia Militar esclareceu o confronto com os manifestantes:

O comando do 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM) vem por meio desta nota informar a sociedade arapiraquense que os fatos ocorridos na noite dessa quarta-feira (07/08) se deram em decorrência da infiltração de alguns indivíduos numa manifestação de estudantes que reivindicavam transporte escolar. Estas pessoas infiltradas começaram a praticar atos de vandalismo, ameaçando à ordem pública, chegando até a agredir um motociclista que passava pelo local, fato este que gerou ligações para o COPOM, solicitando a presença da polícia para controlar a situação. Ao chegar no local, a PM foi recebida de forma hostil por esse grupo, sendo necessária a utilização de uma ação de choque ligeiro para conter esses pseudos manifestantes, que buscavam apenas provocar desordens. 

Vale ressaltar que a Polícia Militar agiu dentro da técnica protocolar, cercando-se de cautela, evitando assim qualquer tipo de dano aos verdadeiros estudantes.

O comando do 3º Batalhão se solidariza com os verdadeiros estudantes que no ato buscavam o seu legítimo direito, ficando à disposição da sociedade arapiraquense como de costume.