Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Após fazer visita a Marizete Maria de Oliveira, mulher que teve dois dedos da mão direita decepados durante assalto, a OAB/Arapiraca definiu ações para ajudar a vítima. A Subseção pretende oferecer suporte de saúde, auxílio para viabilizar benefício previdenciário e mobilizar a sociedade para arrecadação de dinheiro e mantimentos para que ela possa se manter nesse tempo enquanto afastada do trabalho. Além disso, deverá acompanhar de perto as investigações para garantir que os culpados sejam punidos na forma da lei.

“Neste primeiro momento, vamos focar nos cuidados com a vítima, que precisa de acompanhamento psicológico e psiquiátrico devido o trauma sofrido. Pretendemos também fazer uma campanha, porque neste momento tanto ela como os familiares estão impossibilitados de trabalhar. Também solicitamos à Comissão de Direito Previdenciário para analisar a possibilidade de ingressar com um benefício, ainda que seja temporário, para ela. Além disso, ela será levada imediatamente ao hospital para reavaliação do quadro clínico e para que se busque aliviar as fortes dores que ainda persiste”, afirmou o presidente da OAB/Arapiraca, Hector Martins.

Ele esteve na residência da vítima de assalto junto com a presidente da Comissão da Mulher, Cristiane Lúcio e o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Márcio Alberto. Eles conversaram com a vítima e com os familiares dela.

“Ficamos estarrecidos com o relato dela. O que fizeram foi uma crueldade, uma maldade sem tamanho. Nós levamos até ela o abraço de todas as advogadas e nos colocamos à disposição para o que ela precisar. Apesar de o caso não estar enquadrado na Lei Maria da Penha, no evento que iremos promover na quarta, iremos mudar o que tínhamos programado. Estávamos solicitando que os participantes doassem uma lata de leite, mas depois de ver a situação que ela e a família está passando, decidimos que iremos arrecadar alimentos para doar para ela”, disse a advogada Cristiane Lúcio.

O advogado Márcio Alberto garantiu que a Comissão de Direitos Humanos também vai acompanhar o caso de perto. “O que aconteceu com a senhora Marizete foi uma atrocidade descomunal, desumana. O conjunto de crimes perpetrados no caso em questão não devem permanecer impunes. Iremos buscar, junto aos órgãos responsáveis e competentes, a elucidação do caso. Os criminosos precisam ser encontrados, jogados e punidos. Os Direitos Humanos da vítima devem ser preservados e garantidos por toda a coletividade”, declarou.