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O alto índice de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus, provocadas pela infestação do mosquito Aedes aegypti, em Arapiraca e outras cidades do Agreste, tem levado muitas pessoas a fazer uso indiscriminado de repelentes. A dermatologista e especialista em cosmética do Hospital de Emergência do Agreste, Angélica Palmeira, faz um alerta de que é preciso tomar alguns cuidados, assim como conhecer os produtos disponíveis no mercado.

No caso do uso de repelentes em crianças, além de outras ações preventivas, que evitam a picada do mosquito, Angélica Palmeira diz que esse cuidado precisa ser reforçado todos os dias. “Esse tipo de cosmético não deve ser usado em todas as faixas etárias. Por isso, é importante buscar uma orientação médica acerca do cuidado durante a aplicação do produto”, reforça.

A dermatologista do Hospital de Emergência do Agreste explica que os repelentes indicados pelo Ministério da Saúde são os mais recomendados pelos especialistas, citando como exemplo os produtos à base de Icaridina, nome dado a uma substância que foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como eficiente na proteção contra insetos, em especial, o Aedes aegypti. 

“É importante que as pessoas verifiquem com especialistas a eficácia do produto e a segurança na aplicação em crianças e adultos. O uso de repelentes é recomendável nas partes descobertas do corpo, em crianças a partir dos seis meses de vida e quantidade suficiente para espalhar e absorver na pele. Ele deve ser ministrado no máximo três vezes ao dia, para que seja evitada a intoxicação”, acrescenta Angélica Palmeira.

No caso de bebês, a dermatologista do Hospital de Emergência do Agreste sugere usar sempre roupas que cubram a maior parte do corpo. “Também existem repelentes eletrônicos, livres de componentes tóxicos e inseticidas, que não são tóxicos para seres humanos”, complementa a dermatologista, ao acrescentar que as gestantes devem utilizar o produto, para evitar contrair o Zika vírus, que pode desencadear a microcefalia nos bebês.