Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), reforça o cuidado dos alagoanos em relação aos escorpiões - animais peçonhentos que se abrigam em esgotos e entulhos. A limpeza do ambiente e a adoção de hábitos simples, de acordo com Carlos Eduardo da Silva, assessor de Vetores, Zoonoses e Fatores Ambientais da Sesau, são fundamentais para prevenir picadas.

Conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan)-, órgão vinculado ao Ministério da Saúde (MS), em Alagoas foram registrados 9.619 casos de acidentes com escorpiões em 2018. No primeiro trimestre deste ano foram notificados 1.583 casos contra 1.828 do mesmo período do ano passado.

O assessor de Vetores, Zoonoses e Fatores Ambientais da Sesau explicou que, no verão, o metabolismo dos escorpiões, por conta da temperatura, aumenta consideravelmente. Isso faz com que eles tenham uma maior necessidade de se alimentar.

“Na hora em que eles saem para se alimentar ou se reproduzir, é o momento que pode ocorrer um acidente. O que acontece é que, se ele está no abrigo dele e alguém vai mexer, logo vai desalojá-lo e, consequentemente, essa atitude vai provocar uma picada. Já no caso das chuvas, explica ele, a depender da situação, se houver alagamento em determinadas áreas, acaba por expulsar o escorpião do local, onde ele está abrigado e isso faz com que ele entre nas residências”, explicou.

Quando ocorre uma picada com escorpião, segundo Carlos Eduardo da Silva, o indivíduo deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) imediatamente, pois só um médico poderá avaliar a necessidade de se adotar uma conduta terapêutica específica. De acordo o assessor de Vetores, Zoonoses e Fatores Ambientais da Sesau, nem todo o caso de picada de escorpião o indivíduo vai precisar fazer uso do soro antiescorpiônico.

Pode haver, no entanto, a necessidade de ele fazer o uso apenas de anestésicos e analgésicos, visando minimizar as dores que a picada provoca.  “É necessário que, independente de criança ou adulto, o indivíduo procure uma Unidade Básica de Saúde para que se faça uma avaliação médica. Caso não seja feita a aplicação de soro antiescorpiônico, pode ser necessário fazer o uso de algum tipo de analgésico ou até mesmo anestésicos locais”, destacou.

As crianças, por exemplo, estão mais propensas a serem picadas por escorpião, pelo fato de elas andarem descalças e, às vezes, por estarem brincado e ao mesmo tempo mexendo em restos de materiais de construção. No que diz respeito aos problemas que a picada por ocasionar, as crianças e os idosos, sobretudo, necessitam de um olhar especial, por conta da fragilidade quando expostas ao veneno. “Faz-se necessário que esse público procure um serviço médico, assim que a picada acontecer, no intuito de que seja avaliada a gravidade do acidente”, orientou.

Normalmente, de acordo com o assessor de Vetores, Zoonoses e Fatores Ambientais da Sesau, os acidentes evoluem benignamente, ou seja, não causam danos fatais. “Uma pessoa que sofre de acidente com escorpião pode ter febre, calafrios e dor intensa muito forte no local. Se a picada acontecer nos pés, logo a dor vai irradiar por toda a perna e o indivíduo pode apresentar calafrios, alteração na pressão arterial e nos batimentos cardíacos. Isso é avaliado, na verdade, pelo serviço médico quando a pessoa sofre esse tipo de acidente”, observa Carlos Eduardo da Silva.

Ele salienta que, no momento em que o indivíduo é picado, o melhor é lavar o local com água corrente e sabão, e, logo em seguida, procurar uma Unidade Básica de Saúde. E, se quiser, pode fazer o uso temporário de um analgésico.

Medidas preventivas - Examinar calçados, roupas e toalhas antes de usá-los; manter limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha é uma das medidas preventivas. Ele também recomenda manusear materiais de construção, usar luvas de raspa de couro e calçados; manter berços e camas afastados das paredes, no mínimo 10 cm, e evitar que mosquiteiros e roupas de cama esbarrem no chão.

É importante também tomar cuidado especial ao se encostar em locais escuros e úmidos e com presença de baratas; rebocar paredes e muros que apresentem vãos e frestas; vedar soleiras de portas com rolos de areia; usar telas em ralos do chão, pias ou tanques; acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos que servem de alimento aos escorpiões; realizar roçagem de terrenos.