Andar pelo centro de Arapiraca não é uma das tarefas mais fáceis. Se já não bastasse o “engarrafamento” de ambulantes que ocupam as calçadas e até as vias públicas, os pedestres ainda têm que encarar a quantidade de lixo jogada ao chão, em sua maioria panfletos com publicidade de consultas populares, serviços de mães de santo, empréstimos e outros mais.

Um dos pontos mais caóticos são as esquinas entre a Praça Marques com a Avenida Rio Branco e entre a Rua Domingos Correia e a Avenida Rio Branco. Para trafegar por esses locais, o pedestre tem que deixar a calçada para desviar dos ambulantes e seguir o trajeto pelo meio da rua.

CD’s piratas comercializados em varais improvisados nas paredes, carrinhos de frutas, amendoim, caldinho de feijão, milho e tudo o que a criatividade imaginar. Revoltados, alguns comerciantes questionam se a feira livre mudou-se para o calçadão e região central de Arapiraca.

Eles alegam que todos têm o direito de trabalhar e lutar pela sobrevivência, porém dentro de uma ordenação urbana. “A Prefeitura de Arapiraca esqueceu o centro da cidade. Tem camelô brigando por espaço, enquanto a população está a cada dia sem espaço, sequer para andar”, lamentou um comerciante do ramo de confecções.

Desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2017, o prefeito Rogério Teófilo vem prometendo a revitalização da área central, com o projeto Centro Novo. Porém as obras seuqer começaram e a desordem vem, a cada dia, afastando os freqüentadores do Centro de Arapiraca.

A equipe de reportagem do Minuto Arapiraca entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Arapiraca e foi informada que o plano cadastral geral dos ambulantes do Centro da cidade está sendo providenciado e que após a efetivação e regularização dos cadastros junto a secretaria o local ficará ordenado e adequado para melhor tráfego de pessoas e comércio em geral.