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Reunido com representantes de hospitais, SAMU e da Prefeitura de Arapiraca, o cirurgião cardíaco, Sérgio Francisco, apresentou a situação atual dos casos de infarto ocorridos na cidade e nos demais 46 municípios da segunda macrorregião de Saúde de Alagoas. O encontro foi realizado na noite desta terça-feira (29) na sede do SAMU Arapiraca.

Segundo o especialista, atualmente mais da metade dos casos necessita ser encaminhada para o HGE em Maceió, uma vez que a região Agreste não conta com serviço de SUS habilitado para atender 24 horas por dia, sete dias por semana. De acordo com Sérgio Francisco, a região conta apenas com serviços de marcação, mas que ainda assim atendeu 135 casos de infarto em 2018, podendo salvar estas vidas.

O processo para o funcionamento público 24 horas encontra-se parado na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) desde 2016, ocasionando sobrecarga do atendimento do Hospital Regional, além das centenas de transferências via SAMU para Maceió, sendo algumas de helicóptero. O transporte distante aumenta os custos para o Estado e aumenta o risco do paciente infartado.

Presente a reunião, o diretor do Hospital Regional, Adailton Leão, relatou as dificuldades enfrentadas pela unidade hospitalar, quando muitas vezes necessita encaminhar os pacientes infartados para a capital.

Já o diretor do SAMU, Diego Santos, destacou que o serviço de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) 24h na cidade ajudaria muito pois manteria as unidades avançadas (USA) sempre por perto e disponíveis com capacidade de atendimento ampliada para as mais diversas situações.

Representando o Município, o coordenador médico da Prefeitura, Celso Marcos, apontou que, independente de situações políticas, o processo precisa andar para que os cidadãos possam ser atendidos o mais próximo possível de suas residências e eles são o motivo principal destas reivindicações.

Finalizando a reunião, o cirurgião cardíaco Sérgio Francisco mostrou que as instalações e o corpo médico da cardiologia do Hospital Chama estão prontos para iniciar os atendimentos de emergência. “O Hospital Chama está pronto para iniciar as atividades, mas, para isso, depende que o processo ande e passe a receber recursos federais e estaduais, desafogando o SAMU, o Hospital Regional, a Unidade de Emergência do Agreste, podendo atender todo Agreste e sertão do Estado”, alertou.

Ainda estiveram na reunião a coordenadora do Rede de Urgência e Emergência  local, Julliane Bispo, médicos e enfermeiros reguladores do SAMU.