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A magistratura amanheceu de luto com a notícia da morte do juiz aposentado Emanoel Fay Mata da Fonseca, que encerrou sua carreira na cidade de Arapiraca, onde viveu os últimos anos de sua vida. Emanoel Fay morreu nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (4) em Maceió devido a problemas de saúde. 

Graduado em Direito e bacharel em licenciatura em História pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Emanoel Fay ingressou na magistratura em 1971, aprovado em curso de provas e títulos, foi designado para a comarca de Major Izidoro/AL, em pleno sertão alagoano, onde teve de conviver com as acirradas disputas políticas do coronelismo.

As remoções para as cidades ribeirinhas de São Braz e, posteriormente, para Traipu foram de extremo agrado para o espírito sonhador e criativo do intelectual nato que, acima de tudo, sempre foi poeta.

Promovido por antiguidade, assumiu a comarca de Arapiraca, onde se aposentou alguns anos depois, encerrando sua carreira. Fay era casado com a canoense Solange Barbosa da Fonseca, com quem permaneceu residindo em Arapiraca.

Incentivador da vida intelectual, o juiz aposentado participou ativamente dos eventos culturais da Associação dos Magistrados, sendo um dos maiores batalhadores para a recente criação da Academia Alagoana de Letras e Artes do Magistrados, da qual é fundador e atual presidente.

Com a publicação de: “Ser Feliz é um Dever”, “Mumbaça, “Canto Livre” e “Do Monte Alto e Mensagem Eterna”, de contos, poesias e crônicas “Recordar é Dar de Novo o Coração”. Emanoel Fay como autor ou incentivador de talentos fez muito pelas letras alagoanas.

O sepultamento do juiz será neste sábado (5) , as 10 horas, no cemitério Parque das Flores, na capital