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O jogador Everton Heleno foi condenado a sete anos e seis meses de prisão, inicialmente em regime semiaberto, por crime de roubo, com prática de violência.

A sentença contra o ex-meio-campista do ASA foi assinada pela juíza Roberta Vasconcelos Franco Rafael Nogueira, da 2ª vara criminal da comarca de Camaragibe, interior de Pernambuco. Ele foi preso no dia 6 de agosto.

Everton, de 28 anos, jogou por Sport, CSA, ASA, Santa Cruz, Atlético-GO, e este ano defendeu o Botafogo-PB até o mês de junho. Em 2017, ele foi eleito o craque do Campeonato Alagoano.

Além de Everton Heleno, Leandro José das Chagas, amigo do jogador, também foi condendado. A juíza se baseou no inquérito policial que acusa os dois de cometerem assaltos na região metropolitana do Recife. Heleno foi reconhecido por vítimas de assaltos e cumpre pena no Centro de Triagem conhecido como Cotel, em Abreu e Lima.

Advogada de Everton, Moemia Marques falou sobre o processo que envolve o atleta.

"A prisão do Everton foi concedida no semiaberto (liberdade durante o dia e prisão à noite) e haverá a detração, que é a diminuição da pena levando em conta o tempo que se encontra recolhido. Ele foi condenado por reconhecimento das vítimas. Fora um processo bem complexo. Estamos no processo forense e vamos recorrer dessa decisão".

O empresário do jogador, Alex Fabiano, lamentou a condenação e saiu em defesa de Everton.

"É uma pena o que estão fazendo com o Everton Heleno. Ele é inocente e não precisaria nunca se passar para roubar passarinhos e celular. Um cara ganhando R$ 32 mil por mês no Botafogo-SP, pagando pensão, mantendo a família, criando a filhinha, começando a reformar a casa da mãe e encaminhando a compra do apartamento dele não precisaria fazer isso", disse Alex.

"Quando jogava no ASA e ganhava R$ 8 mil por mês, o Everton chegou a passar quatro meses sem receber salários e nunca fez nada disso. Por que faria agora? Isso é uma grande injustiça!"

Fabiano falou que o jogador está desesperado.

"Estive com o Everton duas vezes neste mês de dezembro e ele conversa muito comigo. Está super triste, muito pra baixo e disse que já pensou em se matar por tudo que está vivendo. A sorte é que as pessoas gostam muito dele lá no Cotel e o ajudam, lhe estimulam. Até mesmo os policiais da penitenciária conversam com ele e lhe dão forças"