Alagoas participa de seminário em Brasília sobre a folha verde do tabaco

  • gilcacinara
  • 30/07/2009 12:54
  • Saúde

A superintendente de Vigilância em Sáude, Sandra Canuto, participa nesta quinta-feira (30) e sexta-feira (31) de uma seminário em Brasília, promovido pelo Ministério da Saúde (MS). O evento visa discutir ações e diretrizes intersetoriais para prevenção de doenças e agravos provinientes do tabaco. 

A Região Fumageira de Arapiraca foi a primeira a ser pesquisada no País sobre a doença batizada de folha verde do tabaco. O Estado será representado pela superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Sandra Canuto.

Além da pesquisa realizada no agreste alagoano, o seminário vai discutir estudos idênticos feitos em duas cidades gaúchas que apresentaram o mesmo problema, Candelária e Paraíso. Após a apresentação das pesquisas, será elaborado um Plano Nacional para o Combate da Doença.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo da Sesau, Vetrúcia Teixeira, entre os sintomas apresentados pela doença da folha verde do tabaco estão encefaléia, náuseas, vômitos, fadiga muscular, tontura e alterações repentinas de pressão arterial.

“A doença é uma preocupação do Ministério da Saúde, já que influencia diretamente na saúde das famílias de agricultores; esta intoxicação sequer era notificada, pois se achava que os sintomas estavam relacionados a agrotóxicos”, explicou.

Os sintomas são mais agudos em períodos chuvosos e quentes, quando a absorção dérmica amplia por causa do suor. “Estas pesquisas e o plano nacional que será formulado irão acelerar a decisão de diversificar a produção, levando os agricultores a buscar outras fontes de renda e evitar, assim, a dependência de uma única fonte de renda”, disse.

Intoxicação - A doença folha verde do fumo é uma intoxicação ocasionada pela folha do tabaco que, em contato com a pele, logo após ser colhida, libera grandes quantidades de nicotina na corrente sanguínea. Desconhecida no Brasil, a doença era tratada como uma intoxicação comum, após os estudos em Alagoas e no Rio Grande do Sul ficou constatada a prevalência da doença.