Profissional que usa fretado busca agora novos caminhos

  • eduardocardeal
  • 26/07/2009 14:02
  • Brasil/Mundo

Cada mudança nas regras de trânsito da cidade de São Paulo tem impacto direto na vida de profissionais e empresas que operam na cidade. Primeiro, o rodízio de veículos implantado em 1997 e, a partir de amanhã, as novas regras para os fretados.

As medidas de contenção para o uso de automóveis, ônibus e caminhões resultam em demandar novas opções de deslocamento para o trabalho.

A analista de recursos humanos Camila Fernandes de Oliveira, 27, utiliza ônibus fretado há mais de dois anos. Não sabe o que vai fazer para ir trabalhar na segunda-feira. "Posso continuar a usar o fretado, descer longe do meu trabalho e completar o trajeto de ônibus ou metrô. Uma alternativa é ir de carro com outras pessoas e dividir os custos", comenta.

Na AstraZeneca, 2 das 17 linhas de fretados oferecidas aos funcionários pelo laboratório foram atingidas pela nova lei --com impacto direto sobre cerca de 70 colaboradores.

A rota foi alterada e aqueles que precisarem de mais uma condução para completar o caminho terão os custos adicionais arcados pela empresa.

"Queremos que eles não tenham risco de chegarem atrasados", explica Miguel Monzu, diretor de recursos humanos.

A Prefeitura de São Paulo estipulou 14 pontos onde será permitido o embarque e desembarque e 11 linhas de ônibus para atender os usuários dos fretados até seus destinos. Isso porque esses veículos não poderão mais transitar em vias de grande circulação, como as avenidas Paulista, Berrini e 23 de Maio, nem parar em qualquer lugar.

Mesmo novo caminho

Os profissionais que tiverem de se adaptar às restrições dos fretados devem seguir caminho similar ao buscado por quem teve de driblar o rodízio.

Quando o carro não pode sair da garagem, o assessor de comunicação Danilo Corrêa, 33, vai de bicicleta. Até em dias sem restrição, troca o carro pela bicicleta. "O rodízio virou um incentivador dessa mudança."

Já a analista de controle de qualidade Liane Cristina Marson, 25, conta com a política de horário flexível da indústria farmacêutica em que trabalha para madrugar no dia em que seu carro cai no rodízio. "Mas se não consigo sair às 16h30, tenho que ficar na empresa até às 20h. Não tem jeito", conta.