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               Se pensarmos nos hábitos alimentares das gerações dos anos 1970/1980 também comíamos guloseimas, pizzas, refrigerantes entre outras delícias cheias de açúcares e gorduras. Afinal, o que é uma infância sem essas “gordices”? Entretanto, tudo era limitado. As sobremesas eram, apenas, após o almoço ( lógico que tinham as roubadinhas depois que os nossos pais se afastavam, mas bem pouco para eles não perceberem). E os refrigerantes? Lógico, não podia faltar no almoço do domingo.

               Bem, vamos agora fazer uma análise da situação atual das nossas crianças. Vamos começar pelos lanches da escola? Esses se resumem em salgadinhos fritos e refrigerantes. E em casa é diferente? Infelizmente, não!! Refrigerantes, doces, biscoitos recheados, frituras,  nenhuma ou quase nada de frutas... E o feijão com arroz? Affff.. tem uma história de não gostar de comer feijão. Como assim? Nós, pais, crescemos comendo feijão com arroz, desssa forma, por que os nossos filhos comem cada vez menos essa dupla? A RESPOSTA É: Somos espelhos para eles. Se a alimentação deles não está boa é sinal que a nossa, com certeza, está péssima. Mas por que esse BLÁ BLÁ BLÁ? O tema não é colesterol alto? Isso. Eu só queria que antes de falar qual o tipo de alimentação para corrigir colesterol do seu filho você fizesse uma reflexão sobre os hábitos alimentares de toda a sua família. Agora que eu te coloquei pra pensar ( Pelo menos espero, né!?), vamos ao assunto alvo dessa matéria: Meu filho tem Colesterol alto e agora?

              Há 10 anos não era rotina solicitar exames de colesterol em crianças menores de 10 anos. Entretanto, de lá pra cá muita coisa mudou. A alimentação inadequada, a falta de atividade física e a genética são os responsáveis pelo grande número de crianças com dislipidemia. Um estudo realizado em Pernambuco com 414 crianças mostrou que 30% delas tinham o diagnóstico. O colesterol alto é fator de risco para a Aterosclerose ( Doença que caracteriza-se pela formação de placas de gordura nas artérias que é uma das causas dos acidentes cardiovasculares e de morte).

              E quando é importante rastrear as dosagens lipídicas das crianças e adolescentes?

        •  Quando seus avós, pais, irmãos, tios e primos de primeiro grau tiverem colesterol alto ou aterosclerose prematura;

        •  Possuam manifestações clínicas de dislipidemia (xantomatose, xantelasma, arco corneal, dores abdominais recorrentes, pancreatites etc.);

        •  Apresentem outros fatores de risco da doença coronariana, como obesidade, hipertensão arterial e diabetes melitus;

        •  Façam ingestão de dieta rica em gorduras saturadas e/ou ácidos graxos trans (batata tipo chips, batata frita, comidas industrializadas congeladas, sorvete, excesso de leite e derivados, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, etc) .

              No caso, realizado o exame e a criança ou o adolescente apresente Colesterol Total (CT) >150 mg/dL e <170 mg/dL deverão ter seus pais orientados em relação às medidas de mudança do estilo de vida, devendo repetir, anualmente, o exame do colesterol total. As crianças e adolescentes com CT >170 mg/dL já devem ser encaminhados para um nutricionista para que possam ser avaliados e inicie uma alimentação direcionada para diminuição das taxas lipídicas.

                Mudanças no Padrão Alimentar

  • Aumentar o consumo de fibras a partir de frutas, legumes e cereais integrais;
  • Estimular o consumo de arroz com feijão;
  • Preferir frango, peixes e carnes magras;
  • Preferir leite e derivados desnatados;
  • Evitar: frituras, salgadinhos, biscoitos ricos em gordura saturada e trans, nuggets, embutidos, et;.  

                Sabemos que é possível obter uma redução na incidência de complicações do colesterol alto com a adoção de um estilo de vida saudável e, com isso, evitarmos o desenvolvimento da Aterosclerose. Estudos mostram que os mecanismos de origem e desenvolvimento da doença pode levar anos o que consolidou o conceito de que o tratamento deve começar na infância. Portanto, se quisermos que nossos filhos sejam adultos saudáveis temos que cuidar deles ainda quando crianças. Na dúvida procure um nutricionista para que ele possa fazer uma avaliação mais criteriosa e tenha uma conduta individualizada.
                                                          Fica a dica da Nutri!!
Referência
I Diretriz de Prevenção da Aterosclerose na Infância e na Adolescência. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Vol. 85, Suplemento VI, dezembro de 2005.

Por: Dra. Renata Queiroz
Especialista em Emagrecimento e Nutrição Aplicada ao Esporte
Arapiraca - Clinica Santa Fé: 99681.1617 / 99104.7738
Maceió – GASTROMED (Shopping Maceió) – 3325.7470 / 3327.0136