Renan e Téo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Eles já foram grandes aliados, formaram uma dobradinha política que levou os dois ao Senado, e segundo muitos foi à responsável por levar um deles, Teotônio Vilela Filho, ao governo na eleição de 2006, mas durante a gestão uma operação da PF foi o estopim para uma separação traumática, que teve claro efeito na eleição seguinte, onde o outro aliado, o senador Renan Calheiros, se tornou o mais ferrenho opositor do tucano. Mas agora as coisas começam a mudar novamente.

Um encontro público em Murici,uma declaração de apoio forte a outro desafeto de campanha, o prefeito Cicero Almeida, e o senador Renan Calheiros começa a mostrar que está em curso uma nova movimentação que pode reconfigurar o quadro político no Estado.

Durante esta semana um novo encontro entre Teotônio Vilela e Renan Calheiros está sendo marcado, de acordo com o que foi apurado pelo Cadaminuto, entre os temas estão a obtenção de recursos para a Segurança Pública e a criação de uma estratégia para acelerar a vinda do Estaleiro,o que não deixa de ser irônico pelas acusações de parte a parte sobre este tema determinado.

Mas nem tudo são flores neste suposto processo de reaproximação, se politicamente parece óbvio que a reunião de Téo e Renan fortalece o grupo para as próximas eleições, a idéia desagrada fortes aliados dos dois políticos.

Nas hostes de Calheiros, seu irmão, Olavo Calheiros não admite sequer conversar sobre uma união entre o senador e Téo, para ele, o governador é o inimigo,e fará tudo que puder ser feito para que a situação seja deste jeito, já o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa,outro opositor ferrenho de Téo,parece já estar mais disponível para a conversa, depois de todo um trabalho feito pela deputada federal Célia Rocha, só não admite qualquer interferência palaciana na escolha de seu sucessor em Arapiraca.

Já nas hostes tucanas a própria cúpula do partido e os aliados José Thomas Nonô, vice-governador e Benedito de Lira, senador, não vêem com bons olhos esta aproximação, por conta da divisão de um espaço político que já é apertado, visando as próximas eleições.

O certo é que a reaproximação de Renan e Téo,oficialmente formada para tentar salvar o mandato do prefeito Cicero Almeida, reconfigura o quadro político, desagrada o grupo opositor formado por Collor e Ronaldo Lessa e pode ter conseqüências diretas na administração pública estadual.

Se o que está acontecendo hoje é um pacto, ou uma trégua, só os próximos movimentos poderão dizer.