14095927970028 Hospital Regional de Arapiraca

Não é apenas no futebol que presencia casos de racismo. No dia-a-dia do trabalho, centenas, dezenas de pessoas são obrigadas a ouvirem insultos ou são humilhadas apenas por não pertencerem a cor branca ou parda.

No esporte, o caso mais atual é o do goleiro Aranha, que foi covardemente xingado por torcedores do Grêmio. Uma jovem, que foi flagrada chamando-o de Macaco, já teve sua vida bagunçada. Ela foi afastada do emprego e vem recebem retaliação da própria população.

Aqui, em Arapiraca, os casos são mais comuns do que se imagina. Porém, muitas pessoas evitam divulgar esse tipo de acontecimento, para evitar constrangimento ou até mesmo por medo.

Neste domingo, o jovem Cledson da Silva, de 28 anos, segurança do hospital regional, no Centro, não ficou calado. Ele foi vítima de racismo por parte de Patrício Orlando de Souza, 41 anos, após um tumulto no saguão da unidade.

A Polícia Militar foi informada por amigos de trabalho de Cledson. Ao chegarem no local, os agentes encaminharam a vítima e o autor até a Central de Polícia Civil, onde o acusado foi autuado em flagrante e preso.

São atitudes como a de Cledson e a de seus colegas que precisam ser feitas todas as vezes que casos assim aconteçam. Não é possível que em pleno sécio XXI, possamos ver casos assim, casos de preconceito a etnia, a opção sexual ou a religião.