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Dados do Programa Estadual de Combate ao Tabagismo revelam que nos últimos cinco anos a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) gastou R$ 107 milhões para tratar de pacientes acometidos por doenças provenientes do fumo.

Estes recursos foram destinados a unidades de saúde de alta complexidade, que realizam o tratamento de doenças dos aparelhos circulatório, respiratório e câncer de pulmão.

Uma situação que preocupa as autoridades da saúde pública alagoana e que mostra a necessidade de enfatizar os males que o uso do tabaco provoca à população. Principalmente porque os recursos gastos no tratamento de doenças evitáveis podem ser investidos na construção de novos hospitais, ampliação dos leitos de média e alta complexidade e na melhoria da remuneração dos profissionais de saúde.

Para tentar frear o grande consumo do tabaco em Alagoas, a coordenação do Programa Estadual de Combate ao Tabagismo tem promovido campanhas pontuais junto às Secretarias Municipais de Saúde, além de instituições públicas e privadas. O propósito é criar ambientes livres do fumo, já que além do uso do tabaco causar prejuízos à saúde do fumante, também acarreta sérios transtornos à saúde dos chamados fumantes passivos.

Segundo o oncologista da Sesau, João Aderbal, “aqueles que não fazem uso do tabaco, têm 30% mais chances de não serem acometidos por câncer de pulmão”. Já o cardiologista do Hospital Geral do Estado (HGE), Adelson Miranda, “o uso do fumo eleva o risco de infarto em 300%, daí porque, a necessidade de abolir esta prática que causa dependência”, alerta.

E segundo a coordenadora do Programa Estadual de Combate ao Tabagismo, Vetrúcia Teixeira, a segunda maior causa de morte evitável do fumante ativo e a terceira do fumante passivo. Ainda segundo ela, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que, oitenta por cento dos cerca de 1,3 bilhão de fumantes vivem em países em desenvolvimento. Na maioria dos países existe uma correlação entre tabagismo, baixa renda e baixo nível de escolaridade.

Ela afirma que o tabagismo é fator de risco para mais de 50 doenças e outros danos causados pelo uso ativo e/ou passivo dos produtos derivados do tabaco. “É necessário que a sociedade, as instituições públicas e privadas, se apropriem dos conhecimentos sobre os malefícios provenientes do uso dos produtos derivados do tabaco e suas consequências”, frisa.

A coordenadora Estadual do Programa de Combate ao Tabagismo lembra, também, que todos os tipos de cânceres têm correlação com o tabagismo. “Quem fuma reduz entre 10% e 15% seu tempo de vida”. A nicotina causa dependência química, física e psicológica. O tabagismo é extremamente nocivo aos homens e as mulheres. Entretanto, nas mulheres há ainda o risco de o vício implicar na saúde do feto. Filhos de mães fumantes têm complicações de saúde, insuficiência respiratória e baixo peso.