Brasil/Mundo

Brasil registra mais 16 mil novos casos e 561 óbitos por Covid-19

  • Redação
  • 03/08/2020 19:28
  • Brasil/Mundo
Foto: Reprodução / Internet
Covid-19

O Brasil registrou nesta segunda-feira (3/8), mais 16.641 casos e 561 óbitos pela covid-19. O país, que é o segundo com mais infectados e mortes pela doença no mundo, já soma 2.750.318 infecções e 94.665 vítimas.

O país se encaminha para alcançar a marca de 100 mil mortes e especialistas acreditam que o número seja ultrapassado ainda esta semana. 

Atualmente, 20 estados e o Distrito Federal fazem parte da lista de unidades federativas que já ultrapassaram mil óbitos pelo novo coronavírus. Somente seis UF’s ficaram de fora da lista e têm menos de mil vítimas da covid-19: Rondônia (888), Amapá (576), Acre (539), Roraima (513), Tocantins (402) e Mato Grosso do Sul (421).

O estado que lidera o ranking brasileiro é São Paulo, com 23.365 óbitos pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro é o segundo com mais fatalidades, com 13.604 vítimas da doença. Os dois são os únicos estados que têm mais de 10 mil mortes.

Em seguida aparecem os seguintes estados: Ceará (7.752), Pernambuco (6.669), Pará (5.784), Bahia (3.624), Amazonas (3.288), Maranhão (3.069), Minas Gerais (2.894), Espírito Santo (2.601), Paraná (2.050), Rio Grande do Sul (2.016), Mato Grosso (1.907), Rio Grande do Norte (1.894), Paraíba (1.870), Goiás (1.716), Alagoas (1.607), Distrito Federal (1.546), Sergipe (1.489), Piauí (1.385) e Santa Catarina (1.196).

 

Ministro Braga Netto tem resultado positivo para covid-19

  • Agência Brasil
  • 03/08/2020 13:00
  • Brasil/Mundo
Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil
Ministro Braga Netto tem resultado positivo para covid-19

O ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, teve a confirmação hoje (3) de que testou positivo para covid-19. Em nota, a assessoria da pasta informou que ele passa bem e está assintomático.

“Ele ficará em isolamento até novo teste e avaliação médica. Até lá, continuará cumprindo a sua agenda de forma remota”, diz a nota.

Na semana passada, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, também informou que teve resultado positivo para covid-19. Outros ministros também tiveram a doença, como Augusto Heleno , do Gabinete de Segurança Institucional; Bento Albuquerque, de Minas e Energia; Onyx Lorenzoni, da Cidadania; Milton Ribeiro, da Educação, e Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União.

O presidente Jair Bolsonaro também já contraiu o novo coronavírus, assim como a primeira-dama, Michellle Bolsonaro. Bolsonaro anunciou o resultado positivo do teste no dia 7 de julho e permaneceu em isolamento no Palácio da Alvorada até o último sábado (25), quando informou que estava recuperado.

Relatório mostra falhas no combate ao tráfico de animais silvestres

  • Agência Brasil
  • 03/08/2020 08:22
  • Brasil/Mundo

Um relatório divulgado pela organização não governamental (ONG) Traffic mostrou que o Brasil ainda precisa melhorar no combate ao tráfico de animais silvestres. De acordo com o documento Wildlife Trafficking in Brazil (Tráfico de Vida Selvagem no Brasil, em tradução livre), o país precisa desenvolver uma estratégia de combate a esse crime.

O relatório, de autoria de Juliana Machado e Sandra Charity, também fez críticas sobre a coleta e o compartilhamento de dados a respeito do tráfico de animais silvestres. Ainda segundo o estudo, essa modalidade de crime tem influência em vários setores, desde ambientais até econômicos.

“Especialistas em vida selvagem são unânimes em afirmar que a captura descontrolada de animais e plantas para o tráfico tem sérias consequências na biodiversidade do Brasil, na economia nacional, no Estado de Direito e na boa governança. No entanto, os dados existentes raramente são consolidados e, portanto, incapazes de confirmar ou contestar essa percepção”, relata o documento.

Entre as principais recomendações das autoras às autoridades brasileiras estão o desenvolvimento de uma estratégia de combate ao tráfico de animais silvestres e a melhora na qualidade de coleta de dados, gestão e compartilhamento dessas informações entre as instituições. Para elas, a má gestão de dados compromete os esforços existentes das já sobrecarregadas forças policiais, além de subestimar o impacto do tráfico de animais.

“Um círculo vicioso esconde o tráfico ilegal de animais silvestres no Brasil – a falta de dados faz com que as ações de fiscalização e combate sejam relegadas, resultando em menos dados a serem coletados. Em última análise, é um ciclo vicioso que tem impactos graves e duradouros nos esforços locais de conservação, na economia e para o Estado de Direito”, disse Juliana Machado.

O Brasil abriga 60% do bioma Amazônia e tem grande parte da riqueza da biodiversidade do planeta, com mais de 13% da vida animal e vegetal do mundo. Os animais mais retirados ilegalmente de seu habitat são as tartarugas fluviais, peixes (ornamentais e frutos do mar) e aves.

Existe ainda um forte mercado interessado nas onças-pintadas e suas partes, como patas, crânio, presas e pele. É frequente também o comércio ilegal de carne de animais como capivara, paca, anta, veado e porco-queixada. A carne selvagem ilegal também é vendida nacionalmente e por meio das fronteiras locais, especialmente na tríplice fronteira do Brasil, Peru e Colômbia.

Rio: contra as regras da prefeitura, cariocas se aglomeram nas praias

  • Agência Brasil
  • 02/08/2020 18:01
  • Brasil/Mundo
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

No primeiro domingo após a autorização da volta dos banhos de mar, depois das proibições para evitar maior disseminação do novo coronavírus, as praias do Rio de Janeiro mais uma vez registraram casos de desobediência às orientações da prefeitura. Os cariocas começaram ontem a Fase 5 do Plano de Retomada das Atividades da prefeitura.

 

Tomaz Silva/Agência Brasil

 

No Flamengo, em Ipanema, no Leblon e em Copacabana, na zona sul da capital, além de aglomerações havia muita gente deitada e sentada em cadeiras na areia, contrariando as determinações que proíbem esta prática. O mesmo ocorreu na Barra da Tijuca, na zona oeste. Mas esta não era a única medida não cumprida. Muitos dos banhistas não usavam máscaras de proteção facial.

 

Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Embora sem uma presença constante, em algumas praias, o policiamento fez abordagem para pedir que os banhistas não permanecessem na areia e não participassem de jogos coletivos. Após a saída dos policiais, no entanto, os banhistas voltavam para a areia. Os esportes coletivos sem competições, como vôlei e futevôlei, podem ser praticados, mas somente de segunda a sexta-feira.

 

Os vendedores ambulantes, uma característica das praias do Rio, também foram autorizados a voltar às atividades na Fase 5, desde que não vendam bebida alcoólica e ofereçam apenas comida industrializada. O mesmo vale para as barracas fixas que são montadas na areia com permissão de funcionar das 7h às 18h. Elas também não podem alugar cadeiras e nem guarda-sóis.

 

Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Outros pontos de aglomeração foram as ruas e avenidas fechadas para áreas de lazer. Nas avenidas Delfim Moreira, no Leblon, e Vieira Souto, em Ipanema, a movimentação era semelhante a antes da pandemia de covid-19. Caminhadas e o uso de bicicletas e de skates foram os preferidos. Muitos não usavam máscaras.

 

Ainda na Fase 5, a prefeitura estendeu até 1h o funcionamento de lanchonetes, bares, restaurantes, cafés, padarias e estabelecimentos semelhantes. Apesar disso, permanece suspenso o sistema de self-service e música ao vivo.

 

As lojas dos shoppings voltaram a funcionar no horário normal das 10h às 22h, mas as praças de alimentação estão restritas à metade da capacidade. A capacidade máxima de público permanece em dois terços, incluindo os estacionamentos, respeitando o distanciamento de dois metros entre as pessoas. O comércio de rua pode abrir às 9h aos sábados e também aos domingos.

 

 

Pré-candidato, Thammy diz que transexualidade é missão divina: "Quero que a direita entenda e discuta diversidade"

  • Terra
  • 02/08/2020 11:00
  • Brasil/Mundo
Foto: Instagram / @thammymiranda / BBC News Brasil
Thammy Miranda e Bento, seu filho

Ameaças de boicote, palavrões e ofensas chegaram ao tipo dos assuntos mais discutidos nas redes sociais nesta semana depois que o ator e empresário Thammy Miranda, de 37 anos, virou garoto propaganda de uma campanha de Dia dos Pais.

Figuras como o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Eduardo Bolsonaro disseram que Miranda não poderia ser pai do pequeno Bento, de 6 meses, pelo fato de ele ser um homem transexual. Influencers conservadores convocaram seguidores a nunca mais comprarem produtos da Natura, responsável pela ação.

"É engraçado que os haters acabaram fazendo tudo isso. As pessoas que são contra é que deram essa visibilidade toda", avalia o filho da cantora Gretchen em entrevista à BBC News Brasil.

Em meio aos ataques religiosos, ele diz que "tudo o que toca é próspero".

"Sou muito temente a Deus e acredito que ele não faz nada em vão. Se vim como vim ao mundo, com certeza eu tenho uma missão."

Enquanto aproveita a repercussão e mensagens públicas de apoio de personalidades como o ator Bruno Gagliasso e o youtuber Whindersson, Thammy vê crescimento recorde em sua redes sociais - só no Instagram, ele tem quase 3 milhões de seguidores.

Mas a visibilidade também se reflete na pré-candidatura a vereador em São Paulo pelo Partido Liberal. Ele tentou em 2016 pelo PP, de Paulo Maluf, mas não se elegeu com 12,4 mil votos.

"Inclusive dentro desse partido eu fundei o núcleo de diversidade. Na esquerda já se fala sobre isso, já entendem sobre isso. Na direita não e é lá que a gente tem que conquistar o nosso espaço", diz, afirmando que não é "comunista, nem conservador, nem nada".

"Sou progressista."

Em 2014, já conhecido em todo o país, Thammy anunciou ser um homem transexual e começou um processo de transição sob os holofotes da imprensa e das páginas de fofocas.

"Minha militância é desde a hora que eu acordo. As pessoas me conhecem. Quando vou a um restaurante e as pessoas ficam vendo em que banheiro vou entrar eu já estou militando", diz.

A palavra mais repetida por Thammy em toda a entrevista é "representatividade". A reportagem pergunta se, para além da campanha externa de Dia dos Pais, a Natura tem funcionários e políticas para transexuais "da porta para dentro".

"Não sei."

 

Veja os principais trechos da entrevista:

 

BBC News Brasil - O que esse episódio diz sobre o Brasil, sobre a nossa sociedade em 2020?

Thammy Miranda - A gente ainda tem uma educação muito retrógrada e precisa investir na educação das nossas crianças para termos seres humanos melhores daqui para frente. Eu não estou lá só para representar um nicho e pronto. A Natura não quis dizer que eu sou a imagem de um pai perfeito e que tem que ser aquele pai. Estou representando os homens trans, as mais de 12 milhões de mulheres que são mães solteiras no Brasil, as mais de 5 milhões de crianças que não tem o nome do pai na certidão de nascimento.

Agora, se eu não represento um certo nicho, não tem problema algum. Outros homens foram contratados pela marca para representar os que não se sentem representados por mim. Mas existe uma grande massa que se sente representada por mim não só pela questão da imagem de homem, mas da imagem de pai presente, carinhoso, atencioso, que zela pela educação do filho, cuidadoso com a esposa. O pai que eu acredito que todos deviam ser.

BBC News Brasil - O Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo, esse é um dos cartões de visitas negativos do país no exterior.

Thammy Miranda - Segundo as ONGs dizem, é praticamente um transexual por dia.

BBC News Brasil - Você é um caso fora da curva nesse universo de transexuais. Muita gente tem muita dificuldade para entrar no mercado de trabalho, sofre estigma a ponto de precisar sair de casa, ir para a rua. Você é casado, tem um cachorro, agora tem um bebê, sua mãe está sempre em casa. Não é a realidade da maioria.

Thammy Miranda - Não é a maioria. Sim. Eu tenho consciência disso e por isso minha responsabilidade de levar voz para essas pessoas é cada vez maior.

Na questão da educação, a gente precisa dar atenção para isso porque muitos transexuais não chegam a ser educados porque saem da escola, porque o nome social não é respeitado. Eles passam bullying e aí deixam de estudar. Não estudando, não se formam, não têm uma profissão, e acaba como uma bola de neve. Eles ficam à margem da sociedade.

BBC News Brasil - Felipe Neto narrou as ameaças que tem recebido no Jornal Nacional. O episódio Natura não é um caso isolado, há ofensas constantes contra você. Que tipo de ataque costuma receber?

Thammy Miranda - Eu procuro não ler esse tipo de coisa, porque são coisas que fazem muito mal para a gente. Procuro não absorver pela minha saúde mental, até porque eu preciso estar bem para poder cuidar da minha família, do meu filho. Tenho uma equipe que prontamente apaga estes comentários. Às vezes, quando não são tão ofensivos e precisam de informação, eles me passam e aí eu respondo a título de informar essas pessoas.

Mas os agressivos, aqueles que são para machucar, eu não leio, de verdade. No me permito sentir essa energia e não permito que minha família leia e sinta isso. Isso não faz parte da gente, e da nossa casa. Minha forma de militar vai ser outra, vai ser através de conversa, educação, amor. Eu não vou ficar rebatendo pessoas que estão me agredindo.

A gente dá aquilo que a gente tem de melhor dentro da gente. E se o melhor dessas pessoas é tão ruim, é delas, não meu, e eu não vou pegar para mim. Vou oferecer o que tenho de melhor e prefiro fazer assim pela minha saúde mental.

BBC News Brasil - As ações da Natura subiram mais de 10%, com valorização de mais de R$ 1 bilhão, segundo a Forbes. Isso em meio a notícias falsas que diziam que boicotes teriam abalado a empresa. Como vê esse fenômeno tão desconectado das redes sociais na Bolsa?

Thammy Miranda - Vejo que os investidores têm uma visão ampla. O mundo está mudando, o respeito está sendo meio que obrigatório, as pessoas não têm mais opção de não respeitar as outras. Acho que estão investindo nisso, em respeito, em ver que uma marca está ampliando horizontes e mostrando representatividade. Acho que outras marcas deveriam pensar em várias outras representatividades.

Nunca vimos um deficiente físico fazendo propaganda, de margarina ou do que for. Vimos recentemente super-heróis negros. A criancinha negra se identifica com isso. O deficiente físico também se identifica. Precisa mais dessa representatividade e eles estão enxergando isso.

BBC News Brasil - Você fala bastante da importância de representatividade e esse é um tema fundamental para diferentes grupos. Você se interessou ou chegou a perguntar como são as políticas da Natura em relação aos seus próprios funcionários - eles têm muitos transexuais lá dentro? Como lidam com este público?

Thammy Miranda - Então, eu não sei se têm de fato transexuais trabalhando lá dentro. Mas sei que eles já apoiam essa causa há um tempo. Tem uma propaganda deles de 2017 que fala sobre toda as formas de ser homem e aparecem vários, inclusive um transexual. Eles já conversam sobre isso há um tempo. Agora, se há transexuais trabalhando na empresa, eu não sei.

BBC News Brasil - Pergunto porque há pessoas apelando para argumentos inaceitáveis, ataques injustificáveis, mas também gente trazendo discussões mais complexas como o "pink money", por exemplo, ou quando pessoas ou empresas têm um discurso da porta para fora e outro da porta para dentro. Essa é uma questão importante a se lidar, não?

Thammy Miranda - Sim. Importantíssima. Inclusive é excelente saber disso porque eu vou procurar, sim. Acho muito legal, muito bacana.

Várias empresas com quem eu já trabalho, inclusive farmácia de manipulação, vou te dar o exemplo, têm essa representatividade. Até pediram minha ajuda para que eu publicasse um anúncio de que eles gostariam de contratar pessoas trans.

BBC News Brasil - Você é alguém com uma trajetória particular porque a sua transição foi televisionada. O Brasil acompanhou o antes e o depois, assim como aconteceu com a (cartunista) Laerte. Você ganhou muito mais visibilidade depois. Como essa hipervisibilidade influencia o seu cotidiano e esta nova etapa, Thammy pai?

Thammy Miranda - Eu sou muito temente a Deus e acredito que ele não faz nada em vão. Se vim como vim ao mundo, com certeza eu tenho uma missão. Se ele me tornou alguém tão conhecido, com tanta visibilidade, ele deve ter um propósito para que a gente possa levar essa voz para mais lugares.

Acredito que Deus tenha uma missão na minha vida porque é inacreditável, tudo o que eu toco, tudo que chega até mim é próspero, é bom, é leve. Deus tem um propósito em relação a isso para a gente levar isso para mais pessoas e elas começarem a entender que é normal, que existem pessoas diferentes e que precisam ser respeitadas como qualquer um. Somos todos seres humanos, independente da condição, escolhas, cor. Somos seres humanos e só isso tem que ser respeitado, mais nada.

BBC News Brasil - Como está sendo ser pai, o que surpreende mais?

Thammy Miranda - É a melhor sensação do universo. Eu me emociono só de olhar para ele. Eu chego em casa, olho para ele e dá vontade de chorar. É um amor que não dá para explicar em palavras. Mesmo com todas as mudanças na nossa vida. Porque antes era só eu e Andressa, a gente fazia o que queria na hora que queria. E agora tem esse serzinho que bagunçou a nossa vida, mas que é a melhor coisa do universo, um amor que preenche e é uma responsabilidade gigantesca. Tenho um pouco de medo dessa responsabilidade, porque quero que ele seja um ser humano bacana, bom caráter, do bem. É bom demais.

Eu dou banho no bento, eu troco frauda, faço ele dormir. Paro no meio do dia meu trabalho para brincar com ele. A gente teve esse privilégio de estar numa pandemia - por esse lado, a pandemia para a gente foi boa porque estamos em casa com ele o tempo todo podendo acompanhar cada minuto da vida dele.

Eu não julgo os pais que têm sua vida de trabalho e saem para trabalhar às 6h e volta às 21h. O cara tem que trabalhar para botar o sustento dentro de casa. Agora, se ele tirar meia hora do tempo dele depois que chegar em casa para ficar com o filho, dar carinho e atenção e ser só daquela criança naquele momento, já cumpre todas as necessidades e isso é importante.

BBC News Brasil - Como é sua relação com a militância trans no Brasil? Há diversos movimentos. Você é próximo?

Thammy Miranda - Eu faço a minha militância. Minha militância é desde a hora que acordo. Quando vou para a rua, estou militando. As pessoas me conhecem. Quando vou a um restaurante e as pessoas ficam vendo em que banheiro vou entrar, eu já estou militando. Quando me imponho pedindo respeito e que as pessoas me tratem no masculino, já estou militando.

Tenho vários trabalhos também em conjunto, por exemplo, com trans mulheres. Tenho um grupo no WhatsApp de trans homens, que a gente acolhe, faz um trabalho com o grupo. Temos rodas de conversa com homens e mulheres trans, a maioria homens nesse grupo, mas mulheres são muito bem-vindas. A gente faz esse trabalho "em off". Porém, minha militância é da hora que eu acordo à hora que eu vou dormir. Não tem como. As pessoas sabem quem sou eu. Mesmo que eu não quisesse, não teria como.

BBC News Brasil - Ser um homem transexual é um gesto político?

Thammy Miranda - Não, ser um homem trans é a minha realidade. Ser um homem trans é o que eu sou.


BBC News Brasil - Muita gente lendo a gente agora deve estar nos chamando de comunistas nas caixas de comentários. É um termo que aparece muito em reportagens sobre questões ligadas a gênero e identidade. Como você responde a esse tipo de associação?

Thammy Miranda - Não respondo. Acho que não tem que definir se você é comunista, se é isso ou aquilo. As pessoas não tem que achar, não é achismo. As pessoas não têm expor sua opinião sobre tudo que vêem. Se não concordam, vão atrás de quem concordam.

Não vou me definir como comunista, nem conservador, nem nada. Sou progressista, sou para frente, quero que o Brasil e o ser humano evoluam e que as pessoas sejam melhores, independente de questão política.

BBC News Brasil - Você não se coloca como alguém de esquerda ou direita, portanto.

Thammy Miranda - Não me coloco.

BBC News Brasil - Talvez algumas pessoas não saibam da sua carreira política. Você já foi de alguns partidos, era recentemente assessor parlamentar em São Paulo e recentemente abriu mão disso em meio à pandemia. Pode explicar o que aconteceu?

Thammy Miranda - Não aconteceu nada.

BBC News Brasil - Li que você abriu mão e queria entender o que isso significa.

Thammy Miranda - Não aconteceu nada. Mesmo se eu não tivesse aberto mão, eu teria que me afastar do cargo porque vou concorrer a um cargo público, a vereador por São Paulo. Então eu nem poderia estar lá mais. Eu preferi dessa forma, já que em algum momento eu teria que me afastar, preferi me afastar antes, já que estaria em uma pandemia dentro de casa. Foi uma opção minha.

Sobre estar em alguns partidos, já estive até em alguns partidos considerados de direita.

BBC News Brasil - O PP, de Paulo Maluf.

Thammy Miranda - Isso, o PP. Inclusive dentro desse partido eu fundei o núcleo de diversidade. Eu acredito nisso. Na esquerda já se fala sobre isso, já entendem sobre isso. Na direita não e é lá que a gente tem que conquistar o nosso espaço. Lá que a gente tem que ensinar eles a nos respeitar de fato. Quando formei o núcleo da diversidade lá, ele foi respeitado, eles me respeitavam lá dentro, me tratavam da forma que eu considero justa. Para mim, foi uma conquista ter um núcleo de diversidade em um partido tido como de direita.

BBC News Brasil - Você quer ser de alguma forma um porta-voz na direita?

Thammy Miranda - Não na direita. Não quero me definir de direita e esquerda. Quero que a direita fale sobre isso também. Quero que eles entendam, discutam sobre isso também. Que tenham espaço para isso lá também. Para que eles conheçam, saibam que não precisa ter esse desrespeito e que a gente se respeitando pode estar na direita, na esquerda, no centro, onde quer que seja. Vamos nos respeitar e ok, independente do direcionamento político.

BBC News Brasil - Há pouquíssimas pessoas LGBTs à direita, à esquerda, vê-se algumas, também pouco representadas. À direita, me vem à cabeça Fernando Holiday, vereador também em São Paulo. Ele, para você, cumpre esse papel?

Thammy Miranda - Acredito que sim. Apesar de que ele saiu do DEM e não sei para onde ele foi [em março deste ano, Holiday se filiou ao Patriota]. Porém, acho que ele faz, sim, essa função também, mas não tanto na questão dos LGBTs.

BBC News Brasil - Seu trabalho já começou? Como é a rotina de pré-candidato?

Thammy Miranda - Minha rotina de pré-candidato é minha rotina de vida normal. Sigo fazendo o que já fazia. Só o que a gente ampliou agora foi que, por conta do covid, eu entendi que a necessidade das pessoas de se cuidarem é muito grande, então a gente foi atrás de parceiros e amigos para poder fazer sanitização nas comunidades e amenizar essa questão do vírus nas comunidades. Mesmo não sendo político, vereador, mesmo não tendo cargo algum, eu sempre fiz ações sociais, sempre foi muito importante para mim cuidar das pessoas.

BBC News Brasil - Que mensagem você deixa aos que estão no tiroteio de mensagens no WhatsApp e nas redes sociais sobre a sua participação na campanha de Dia dos Pais?

Thammy Miranda - Que vocês pensem mais na palavra respeito. Se respeitarmos as diferenças, vai ser tudo mais fácil, mais leve, não vai ter briga, não vai ter guerra. Acho até engraçado porque os haters acabaram fazendo tudo isso, as pessoas que são contra é que acabaram dando essa visibilidade toda. Talvez se não tivessem feito todo esse boicote, esse alarde, talvez eu seria só mais uma pessoa representando um pai numa campanha publicitária. Assim como eu fui contratado, mais 16 foram. Se eu não represento, tem mais 16. As pessoas têm que parar de expor ódio gratuito e pensar mais em respeito e amor e levar isso para a vida, não só na internet.

BBC News Brasil - Você falou em outros 16 nomes, de fato há outros, mas o seu é o que mais aparece. Essa controvérsia no fim das contas deu visibilidade a você. Dá para dizer que isso foi bom?

Thammy Miranda - Acredito que foi bom, sim, lógico que foi. Deu mais visibilidade ainda para essa representatividade que para mim é tão importante.


 

 

Apostas de Brasília e SP acertam os seis números da Mega-Sena

  • Agência Brasil
  • 02/08/2020 09:01
  • Brasil/Mundo
Foto: Reprodução
Jogo da Mega-Sena

Duas apostas, de Brasília (DF) e Araçatuba (SP), acertaram as 6 dezenas da Mega-Sena, neste sábado (1º). O prêmio foi de R$ 22.646.687,38, e cada vencedor receberá R$ 11.323.343,69.

Veja as dezenas sorteadas: 01 - 07 - 10 - 12 - 33 - 42. A aposta mínima custa R$ 4,50 e pode ser realizada pela internet ou em casas lotéricas.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.

Rússia: vacinação em massa contra Covid-19 começa em outubro

  • IG
  • 01/08/2020 17:59
  • Brasil/Mundo

O Ministro da Saúde da Rússia declarou que testes de vacina contra o coronavírus (Sars-Cov-2) foram completados e que o país deverá dar início à vacinação em massa no mês de outubro. Mikhail Murashko fez as declarações em entrevista ao site Sputnik. 

"Estamos nos preparando para que em outubro comece a vacinação em massa contra o coronavírus", disse o ministro.

"A vacina contra a infecção pelo coronavírus, desenvolvida pelo instituto Gamalei, completou suas pesquisas clínicas", afirmou Murashko. Segundo o governo russo, atualmente estão sendo colhidos os documentos necessários para o registro oficial da vacina do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei, que precederá seu uso.

No plano, médicos e professores deverão ser os primeiros a ser vacinados. Mas ainda são esperadas pelo menos duas declarações oficiais sobre os testes clínicos de outras vacinas desenvolvidas na Rússia nos próximos 45 dias.

No último dia 29, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, havia dito que a situação do coronavírus na Rússia havia se estabilizado, mas que em algumas regiões a situação ainda é complicada.

Nos meses de junho e julho o número de infectados caiu pela metade na Rússia, em comparação com os números recordes em maio, mas a situação ainda pode se agravar.

Máscara de luxo: acessório chega a custar quase R$ 3 mil

  • IG
  • 01/08/2020 17:48
  • Brasil/Mundo

As máscaras já são acessórios do cotidiano e estão ganhando versões estilizadas. Já tem modelo transparente de acrílico,  com estampa do próprio rosto e até versões assinadas por grandes nomes da moda. O mercado de luxo também entrou na onda e é possível encontrar máscaras por quase R$ 3 mil. 

O estilista Michael Ngo, famoso por criar looks de nomes como Lady Gaga, Ariana Grande e Jennifer Lopez, criou modelos exclusivos que podem ser considerados verdadeiras joias. O designer fez máscaras com cristais Swarovski que podem custar até 500 dólares, o equivalente a quase R$ 3 mil. 

Há ainda versões mais baratas na coleção "Pride" (orgulho), que são vendidas a 400 ou 190 dólares. No site da marca, há a indicação de que 100% dos lucros líquidos serão destinados a uma instituição LGBTQIA+.

Facebook cumpre decisão de Moraes e bloqueia contas no exterior

  • Agência Brasil
  • 01/08/2020 16:37
  • Brasil/Mundo

O Facebook divulgou, hoje (1º), que pretende fazer um bloqueio global de 12 perfis de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na rede social, cumprindo a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Mores.

Em nota, a empresa também afirmou que pretende recorrer da decisão de Moraes ao próprio STF.

Fiocruz e AstraZeneca firmam parceria para vacina contra covid-19

  • Agência Brasil
  • 01/08/2020 11:56
  • Brasil/Mundo

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a farmacêutica britânica AstraZeneca assinaram ontem (31) um termo que dará base para o acordo de transferência de tecnologia entre os laboratórios e a produção de 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19, caso seja comprovada a sua eficácia e segurança. O medicamento está sendo desenvolvido pela empresa do Reino Unidos em conjunto com a Universidade de Oxford e já está em fase de testes clínicos no Brasil e em outros países.

O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca é resultado da cooperação entre os governos brasileiro e britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. A assinatura do acordo de encomenda tecnológica está prevista para a segunda semana de agosto e deve garantir o acesso a 30 milhões de doses da vacina entre dezembro e janeiro de 2021 e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres do próximo ano.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que prevê um repasse de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos, para ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas. Outros R$ 1,3 bilhão são despesas referentes a pagamentos previstos no contrato de encomenda tecnológica. Os valores contemplam a finalização da vacina.

O memorando de entendimento assinado nesta sexta-feira (31) define os parâmetros econômicos e tecnológicos para a produção da vacina da covid-19 e, de acordo com o ministério, garante a incorporação da tecnologia em Bio-Manguinhos para que o Brasil tenha condições de produzir a vacina de forma independente.

A Fiocruz recebeu informações técnicas fornecidas pela AstraZeneca necessárias para a definição dos principais equipamentos para o início da produção industrial. A instituição brasileira também colocará à disposição sua capacidade técnica para a aceleração do escalonamento industrial da vacina junto a outros parceiros.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao mesmo tempo a Fiocruz constituiu um comitê de acompanhamento técnico-científico das iniciativas associadas às vacinas para a covid-19, com a participação de especialistas da Fiocruz e de instituições como as universidades de São Paulo (USP) e as federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Goiás (UFG).

A vacina produzida por Bio-Manguinhos será distribuída pelo Programa Nacional de Imunização, que atende o Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo com a AstraZeneca permitirá, além da incorporação tecnológica desta vacina, o domínio de uma plataforma para desenvolvimento de vacinas para prevenção de outras enfermidades, como a malária.

Mega-Sena acumulada pode pagar R$ 23 milhões neste sábado

  • Agência Brasil
  • 01/08/2020 10:03
  • Brasil/Mundo

A Mega-Sena volta a ser sorteada neste sábado (31) e promete o prêmio de R$ 23 milhões para quem acertar as seis dezenas do concurso 2285.

O sorteio será realizado às 20h, no Espaço Loterias, em São Paulo. As apostas podem ser feitas em qualquer casa lotérica até as 19h de hoje. As apostas também podem ser feitas pela internet, no site Loterias Online da Caixa. É preciso ter mais de 18 anos.

A aposta mínima, de seis números, custa R$ 4,50.

“Faz essa carinha de filha da puta”, diz desembargador para advogada, em sessão virtual

  • Metrópoles
  • 31/07/2020 14:26
  • Brasil/Mundo
Internet
OAB Nacional

A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) pediu ao desembargador José Eernesto Manzi que se explique sobre ofensa a uma advogada durante sessão virtual da 3ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, nessa quarta-feira (29/7).

Após a sustentação oral da advogada Roberta Martins Marinho Vianna Neves, o desembargador diz: “isso, faz essa carinha de filha da puta que você já vai…” e levou a mão à boca ao perceber que estava com o áudio ligado. 

No momento, quem estava com a palavra era a desembargadora relatora do caso, Quezia Gonzales, que chegou a interromper a fala ao ouvir o colega.

Após o episódio, a OAB de Santa Catarina, junto com o Instituto dos Advogados de Santa Catarina (IASC) e a Associação Catarinense dos Advogados Trabalhistas (ACAT/SC), emitiu uma nota de repúdio pela conduta do desembargador.

“As instituições que em conjunto firmam a presente nota repudiam esta conduta, por atentar contra a atuação da advocacia e violar suas prerrogativas, expondo a classe e a magistratura ao vexame público”, afirma a OAB em nota.

A reportagem entrou em contato com o TRT da 12ª Região, mas não obteve retorno até o momento. O espaço continua aberto.

Advogada trans é a primeira a ter registro retificado na OAB-GO: “Reforça a dignidade”

  • Portal Eufemea
  • 31/07/2020 11:16
  • Brasil/Mundo

Portal Eufemea

Covid-19: Brasil registra 1.129 mortes em 24h; total é de 91,2 mil

  • IG
  • 30/07/2020 22:03
  • Brasil/Mundo
Foto: AFP
Médicos atendem paciente da Covid-19

Ministério da Saúde atualizou nesta quinta-feira (30) a situação epidemiológica do Brasil. Em 24 horas, o País registrou 1.129 novas mortes causadas pela Covid-19 , sendo que 416 são dos últimos três dias. O total agora é 91.263. A taxa de letalidade caiu para 3,5%.

 

Já os casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) totalizam em 2.610.102, sendo que 56.837 foram registrados nas últimas 24 horas. Dois desses novos casos são a primeira-dama, Michelle Bolsonaro , e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes . Ambos foram diagnosticados hoje.

 

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

Na última quarta-feira (29), o  Brasil teve recorde de mortes em 24 horas e alcançou 90 mil óbitos  da Covid-19. O País chegou muito perto de atingir a marca de 1.600 mortes, com 1.595 da doença em um dia e passou o número registrado pelos Estados Unidos  no mesmo período. 

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 22.710 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 13.348 mortes, seguido por Ceará (7.661), Pernambuco (6.526) e Pará (5.699).

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (529.006), Ceará (171.468), Rio de Janeiro (163.642), Bahia (161.630) e Pará (153.350).

Ainda segundo os números divulgados, o país tem hoje 1.824.095 pessoas recuperadas da Covid-19, 694.744 em acompanhamento e 3.591 óbitos sob investigação.

 

 

 

Em nota, Correios diz que negocia Acordo Coletivo de Trabalho em meio à pandemia

  • Ascom Correios
  • 30/07/2020 20:53
  • Brasil/Mundo
Divulgação
Correios

 Desde o início de julho, os Correios têm negociado com as entidades representativas dos empregados os termos do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021. Dando continuidade às ações de fortalecimento de suas finanças e consequente preservação de sua sustentabilidade, a empresa apresentou uma proposta que visa a adequar os benefícios dos empregados à realidade do país e da estatal.

A primeira premissa é o ajuste dos benefícios concedidos pelos Correios ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando todos os direitos dos empregados. Tendo em vista a realidade financeira da empresa, com um cenário de dificuldades que tem se agravado a cada ano que passa, os Correios precisam se adequar não só ao que o mercado está praticando, mas, também, ao que está previsto na legislação.

Um outro ponto que merece atenção é a orientação de Governo: a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), vinculada ao Ministério da Economia, recomenda, há anos, que os Correios busquem não apenas o seu reequilíbrio financeiro, mas façam, também, a redução das concessões que extrapolam a legislação e oneram suas finanças - no sentido de adequar as relações trabalhistas das empresas públicas à CLT.

Com a pandemia, surgiram ainda novos desafios de adaptação para a empresa continuar prestando serviços com qualidade e segurança para todos, além de mudanças na característica de obtenção de receita da estatal. Isso porque uma tendência que deveria acontecer daqui a alguns anos foi acelerada, ocasionando a queda brusca nas postagens de cartas e um forte impacto na fonte de receita dos Correios.

Assim, a proposta formulada e apresentada pela empresa atende às diretrizes do Governo Federal no sentido de primar pela redução dos efeitos negativos da crise. Considerando o contexto econômico atual e as projeções futuras em razão da pandemia, a empresa tem buscado tratar junto às entidades representativas um acordo que assegure a manutenção dos empregos.

A recusa das entidades em compreender a situação da empresa, no entanto, provocou reações impróprias. Em resposta à proposta apresentada pelos Correios, representantes sindicais iniciaram a veiculação de diversas comunicações inverídicas, provocando confusão nos empregados acerca dos termos da proposta.

Tal iniciativa culminou, na manhã do dia 30 de julho, com o envio de um documento à empresa, comunicando a deflagração de uma greve no próximo dia 4 de agosto.

Em razão da recente divulgação de informações incorretas a respeito da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho, os Correios vêm esclarecer os seguintes pontos:

•    não procede a afirmação de que a empresa propõe modificar os termos do plano de saúde dos empregados. Tal como descrito na proposta apresentada às entidades representativas, trata-se de mera adequação do texto referente às obrigações dos Correios para com a manutenção do benefício mencionado, que seguirá operando nos termos em vigor. Trata-se, portanto, de tentativa de confundir a opinião pública quanto ao tema;

•    a empresa não pretende suprimir direitos dos empregados, ao contrário do que tem sido afirmado, uma vez que esses são garantidos por lei. A proposta dos Correios objetiva ajustar o rol de benefícios concedidos à categoria em anos anteriores. Dessa forma, por tratar-se de concessões negociadas, a repactuação ou exclusão destas não configura perda de prerrogativas legais.

Diante do exposto, observa-se a tentativa de promover confusão entre direitos e benefícios, recurso já utilizado pelas entidades representativas em ocasiões anteriores.

Vale ressaltar que os Correios, como boa parte das empresas brasileiras, precisa se adequar à nova realidade e aos desafios trazidos pela crise sanitária. Neste momento, em que milhões de pessoas encontram-se desempregadas e companhias têm encerrado suas atividades, a estatal deve prezar por sua sustentabilidade enquanto empresa pública dos brasileiros, buscando adequar-se ao que é praticado no mercado. Portanto, a proposta de acordo apresentada almeja suspender benefícios incompatíveis com a situação econômica da instituição e do país.

Para entender o intuito da empresa ao apresentar a proposta em questão, pode-se analisar a recomendação de ajuste referente ao ticket refeição: nos termos vigentes, sua concessão extrapola a jornada laboral, alcançando o recesso semanal e as férias dos empregados. O que a empresa propõe é a redução do benefício de forma a contemplar apenas os dias efetivamente trabalhados. A proposição mencionada, caso prospere, representará para a empresa uma economia da ordem de R$ 20 milhões mensais.

Pode-se também exemplificar com a adequação da remuneração de férias, atualmente em 2/3 de adicional ao salário, quando a CLT garante ao trabalhador 1/3 de incentivo no período de descanso.

A economia prevista com o ajuste dos benefícios hoje concedidos fora do que está estipulado na CLT será de mais de R$ 600 milhões ao ano. Assim como os demais pontos constantes na proposta da empresa, ações como as citadas compõem o rol de medidas da Administração dos Correios em prol da sustentabilidade da estatal.

Quanto à possível deflagração de greve comunicada por uma das entidades representativas dos empregados, a empresa ressalta que já possui um plano de contingência formulado para garantir a continuidade de suas atividades, sobretudo nesse momento em que os serviços da empresa são ainda mais essenciais para pessoas físicas e jurídicas.

A empresa reafirma que é dever de todos, empregados e dirigentes, prezar pela manutenção das finanças dos Correios e, consequentemente, dos empregos dos trabalhadores. Portanto, a instituição, certa do compromisso e da responsabilidade de seus empregados com a população e o país, espera que a adesão a uma possível paralisação, se houver, seja ínfima e incapaz de prejudicar o serviço postal e os brasileiros.

Apenas um terço dos profissionais de saúde foi testado para covid-19

  • Agência Brasil
  • 30/07/2020 19:56
  • Brasil/Mundo
Agência Brasil
Profissionais de saúde

 

Apenas um em cada três profissionais de saúde foi testado para covid-19, de acordo com levantamento divulgado hoje (30), pelo Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Embora as categorias da área estejam expostas, diariamente, a um alto risco de contágio da doença, somente metade dos funcionários recebeu equipamentos de proteção individual (EPI) para desenvolver suas atividades, no mês passado.

Os EPI faltaram, sobretudo, entre agentes comunitários de saúde e os agentes de endemia. Em junho, apenas 32% deles receberam esse tipo de item, por iniciativa dos respectivos empregadores. O índice está somente um pouco acima do registrado em abril, de 19,65%.

Os apontamentos foram elaborados com base em uma segunda devolutiva do estudo A Pandemia de Covid-19 e os Profissionais de Saúde Pública no Brasil. O levantamento ouviu 2.138 profissionais da saúde pública, de todos os níveis de atenção e regiões do país, entre os dias 15 de junho e 1º de julho.

A amostragem é composta por 40% de agentes comunitários e agentes de controle de endemia, 20,8% de profissionais de enfermagem, 14,7% de médicos e 23,8% de outros profissionais do segmento.

A primeira fase do estudo, realizada em abril, foi costurada a partir da percepção de 1.456 trabalhadores. Além de ampliar o número de entrevistados, os pesquisadores buscaram investigar aspectos relativos a saúde mental, assédio moral e testagem dos profissionais.

Capacitação e medo

Pelas respostas enviadas através de formulário, constata-se que os trabalhadores que tiveram treinamento para aperfeiçoar o atendimento durante a crise sanitária são minoria, a exemplo do que ocorreu em relação à testagem. A proporção dos profissionais que tiveram acesso a uma capacitação específica sobre atendimento durante a pandemia subiu de 21,91% para 32,2%, entre abril e junho. No cômputo, foram considerados médicos e técnicos de enfermagem.

Tais números podem ser relacionados a outro índice: o que mensura o nível de temor quanto à covid-19. Ao todo, 89% de agentes comunitários de saúde e agentes de combate à endemia reconheceram sentir medo da doença, mesmo sentimento compartilhado por 83% dos profissionais da enfermagem, 79% dos médicos e 86% de demais profissionais da área de saúde.

A preocupação é justificada não só pelo contexto geral, mas porque sentem que a infecção se avizinha, já que 80% dos entrevistados declararam ter ao menos um colega contaminado pelo novo coronavírus nessa segunda fase da pesquisa. Anteriormente, esta parcela era de 55%.

No que concerne à atuação do governo federal, a avaliação piorou. Em abril, 67% diziam não sentir que tal esfera do poder público os apoia, parcela que aumentou para 78% em junho. A insatisfação é superior à observada quanto à falta de suporte do governo municipal, que foi de 58%.

Saúde mental

Outros aspectos abordados foram o assédio moral e o comprometimento da saúde mental, que atingem, respectivamente, 30% e 78,2% dos profissionais consultados pela FGV. Mesmo diante dos problemas, somente um quinto (20%) afirmou ter recebido algum tipo de apoio do estado para enfrentá-los.

A confluência de fatores destacados pelos profissionais, que, majoritariamente (95%) teve sua rotina alterada, ajuda a explicar por que 70% deles não se sentem preparados para lidar com a pandemia. Na primeira fase da pesquisa, o índice era 64,97%.

Conforme explica a coordenadora da pesquisa, Gabriela Lotta, a omissão das autoridades governamentais "cria uma situação muito tensa de trabalho, na qual prevalecem o medo e o sentimento de despreparo". Como consequência disso, acrescenta a especialista, surge um aumento dos casos de transtorno mental, adoecimento, afastamento do trabalho e até morte.

Governo federal anuncia novas regras para teletrabalho no Executivo

  • Agência Brasil
  • 30/07/2020 17:44
  • Brasil/Mundo

O governo federal anunciou hoje (30) novas regras que pretendem institucionalizar o teletrabalho como alternativa após o fim da pandemia. A norma será publicada amanhã e terá validade a partir de 1º de setembro deste ano.

Até antes da pandemia, o teletrabalho, ou trabalho remoto, era permitido no Executivo Federal apenas na forma de projetos piloto. Em outras esferas ele já é adotado de modo mais frequente, como em órgãos do Judiciário federal.

A pandemia levou o serviço público federal a empregar esse recurso, situação em que se encontram 360 mil servidores (sendo 270 mil de universidades e institutos federais), 62% da força de trabalho do Executivo.

A nova instrução normativa visa facilitar e ampliar essa modalidade, tornando-a uma possibilidade permanente após a finalização da pandemia. Segundo o Ministério da Economia, os objetivos da medida são aumentar a produtividade, utilizar recursos de forma mais eficiente e não ter prejuízos no atendimento à população.

Até então, o programa de teletrabalho precisava ser todo aprovado pelo ministro do órgão. Com a nova norma, o titular da pasta define as diretrizes gerais e os secretários as implementam, detalhando os aspectos técnicos e a forma como o programa de teletrabalho irá funcionar e como será possível aderir a ele.

Outra mudança da norma é a permissão para que todos os servidores participem dos programas, incluindo cargos em confiança e temporários. Até então, apenas os cargos efetivos podiam pleitear a participação. As empresas públicas ficam de fora, por serem regidas pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Facilitação

Segundo o secretário nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, o processo será facilitado. A decisão de implementação ou não será do ministro ou titular do órgão. Os secretários ficarão responsáveis por estabelecer os procedimentos gerais, divulgar critérios de adesão, promover a seleção dos participantes e conduzir o monitoramento da execução dos planos de trabalho.

“Teremos controle de jornadas, horário de início e de fim. E haverá também foco em entregas. É importante que tenhamos acompanhamento e prestação de contas. Teremos sistema informatizado que nos dá agilidade e disponibilização das informações, que serão disponibilizadas em portal público com atualização semanal”, declarou, em entrevista coletiva virtual realizada hoje.

O secretário especial adjunto da Secretaria de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Gleisson Rubin, relatou que a mudança partiu da análise feita sobre o teletrabalho durante a pandemia no Executivo e da experiência em outras instituições públicas, como o Judiciário.

Nessas observações, a equipe identificou o que chamou de conclusões positivas, como aumento de produtividade. “Servidores dos grandes centros urbanos gastam tempo em deslocamento, que é improdutivo, pois nem está trabalhando nem está fazendo uso para interesses pessoais. A ideia do teletrabalho é poder substituir no tempo gasto de forma improdutivo num uso mais eficiente”, comentou.

Perguntado na entrevista sobre pagamento de horas extras e custos de trabalho (como energia e internet), o secretário respondeu que a instrução normativa não prevê essas remunerações. No caso da jornada, ele pontuou que o intuito é definir o plano de trabalho de modo que não haja tempo ocioso nem tarefas que não caibam no horário de trabalho.

Sobre os custos, Rubin acrescentou que “como órgão central não poderíamos transferir para órgãos a responsabilidade de providenciar insumos para que só então tivesse teletrabalho. É um modelo alternativo, não é substitutivo”.

Trabalhadores

Para o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, Sérgio Ronaldo da Silva, é preocupante o servidor público federal não ter uma garantia sobre as condições de trabalho no que se refere à energia, internet e a computadores.

"Se as pessoas não tiverem condições ideais, vai ter problemas. Além disso, sabemos que o teletrabalho sabe a hora que começa mas não a que termina, e não haverá pagamento de horas extras”, destaca.

Helicóptero do Corpo de Bombeiros cai no Distrito Federal

  • Agência Brasil
  • 30/07/2020 13:54
  • Brasil/Mundo
Foto: Rafaela Felicciano / Metrópoles

Um helicóptero do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) sofreu um acidente hoje (30), na região de Vicente Pires, a 22 quilômetros do centro de Brasília. Segundo informações da corporação, havia cinco pessoas a bordo mas não houve feridos graves ou mortes.

A aeronave seguia para o resgate de uma vítima que sofria parada respiratória. Durante o pouso, no estacionamento de uma faculdade próxima ao chamado, uma das pás do helicóptero bateu no prédio, causando o acidente. A tripulação era formada de dois pilotos, um médico, um enfermeiro e um operador aeronáutico.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, todos os tripulantes estão fora de perigo. mas foram encaminhados a um hospital para mais exames. O local onde ocorreu o acidente foi isolado pelo Corpo de Bombeiros.

A corporação informou, por meio de nota, que abriu um procedimento de apuração para entender as causas do acidente.

 

Primeira-dama testa positivo para covid-19

  • Agência Brasil
  • 30/07/2020 13:25
  • Brasil/Mundo
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
Michelle Bolsonaro

A primeira-dama Michelle Bolsonaro teve exame positivo para covid-19 hoje (30). “Ela apresenta bom estado de saúde e seguirá todos os protocolos estabelecidos”, diz a nota da Secretaria Especial de Comunicação Social.

Michelle tem 38 anos e está sendo acompanhada pela equipe médica da presidência.

O presidente Jair Bolsonaro também já contraiu a doença. Ele anunciou o resultado positivo do teste no dia 7 de julho e permaneceu em isolamento no Palácio da Alvorada até o último sábado (25), quando informou que estava recuperado.

Também nesta quinta-feira, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, informou hoje que testou positivo para covid-19.

EUA supera 150 mil mortes por Covid-19, o pior balanço a nível global

  • Notícias ao Minuto
  • 29/07/2020 20:44
  • Brasil/Mundo
Foto: Getty Images

Estados Unidos ultrapassaram hoje mais uma trágica barreira no âmbito da pandemia do novo coronavírus: mais de 150 mil mortes, o balanço oficial de vítimas mais elevado do mundo (e mais de um quinto do total de mortes a nível global, que se situa, nesta altura, acima das 662 mil).

Com a doença a impactar de forma muito severa vários estados americanos, as autoridades sanitárias já anunciaram registros diários recorde de óbitos na Flórida e na Califórnia nesta quarta-feira, o que eleva o total acumulado acima dos 150 mil.

O último balanço oficial, relativo a terça-feira, dava conta de 149.085, depois de um acréscimo de 1.497 mortes, números que já não se viam desde maio. Agora, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, a contagem está em 150.034, sendo que o balanço ainda não está fechado.

A primeira morte por coronavírus nos Estados Unidos aconteceu em 29 de fevereiro e o país atingiu as 50 mil mortes a 23 de abril (54 dias depois), chegando, depois às 100 mil a 27 de maio (34 dias depois). A barreira dos 150 mil chega, portanto, 63 dias depois.

De acordo com a CNN, a Association of American Medical Colleges, uma associação de educação médica, avisa que se os Estados Unidos não conseguirem controlar a pandemia agora, arrisca uma subida drástica de mortes, para "as várias centenas de milhares".

Isto numa altura em que o presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, alerta para a recessão econômica mais severa de todos os tempos.

Toffoli defende oito anos de inelegibilidade para juízes e promotores

  • Agência Brasil
  • 29/07/2020 20:30
  • Brasil/Mundo
Foto: Agência Brasil
Dias Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, defendeu hoje (29) que o Congresso aprove uma norma para garantir que juízes e promotores fiquem inelegíveis por oito anos antes de concorrerem a cargos políticos. No entendimento do ministro, membros do Judiciário e do Ministério Público não podem usar seus cargos como meios de “proselitismo e demagogia” com objetivos partidários. 

Durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro, que também preside o órgão, defendeu que os parlamentares aprovem mudanças na Lei de Inelegibilidades (LC 64/1990) como forma de evitar a utilização da magistratura para "aparecer para a opinião pública e depois “se fazer candidato”.

“Quem quer ser candidato, seja como magistrado, seja como membro do Ministério Público, tem que deixar a magistratura, tem que deixar o Ministério Público. E há que haver um período de inelegibilidade, sim.”, afirmou. 

A manifestação de Toffoli ocorreu durante julgamento que manteve a decisão do corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, proibindo o juiz Douglas de Melo Martins de participar de transmissões ao vivo com conotação político-partidária. O magistrado foi responsável pela decisão que determinou o lockdown (fechamento) do comércio em São Luís, no Maranhão, em maio, devido à disseminação da covid-19.

Com 1.664 mortes em 24h, Brasil bate novo recorde de óbitos por Covid-19

  • Redação*
  • 29/07/2020 19:03
  • Brasil/Mundo
Foto: Reprodução / Metropoles
Covid-19

De acordo com as informações divulgadas pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) nesta quarta-feira (29/7), o Brasil chegou a 2.553.265 casos confirmados do novo coronavírus e 90.134 óbitos em  decorrência da infecção. Nas últimas 24 horas, mais 72.337 pessoas foram diagnosticadas com a Covid-19 e 1.664 morreram por causa dela. Esses números são recordes em um único dia desde o começo da epidemia.

Os dados dos secretários de saúde servem como base para a plataforma do Ministério da Saúde e são divulgados cerca de uma hora antes da tabela oficial. Os números passaram a ser atualizados diariamente pelo Conass no começo de junho. Na terça, as informações das duas entidades divergiram por uma dificuldade no repasse de dados pelo estado de São Paulo e revisão de números do Pará. A situação deve ser resolvida ainda nesta quarta-feira.

Os estados mais afetados pela doença são São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro, Bahia, Pará, Minas Gerais, Maranhão e  Distrito Federal. Segundo o governo, as regiões que mais causam preocupação pela alta na quantidade de casos e óbitos são o Centro-Oeste e o Sul do país.

Polícia Civil do DF prende estudante picado por cobra naja

  • Agência Brasil
  • 29/07/2020 16:14
  • Brasil/Mundo
Foto: Ivan Mattos / Zoológico de Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu hoje (29) o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, que foi picado por uma cobra naja no início do mês.

Segundo a corporação, a prisão temporária de cinco dias foi solicitada à Justiça a partir de indícios de que o estudante e outros investigados estariam destruindo provas de crimes ambientais que teriam sido cometidos. A polícia trata o caso como suposto tráfico de animais. 

O estudante foi picado pela naja no dia 7 de julho e foi internado logo após o episódio em um hospital privado na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília. O quadro do rapaz evoluiu para estado grave e ele chegou a ser colocado em coma induzido, mas recebeu alta logo depois. 

A cobra foi encontrada em uma caixa na região central de Brasília pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal, que estava em boas condições, foi encaminhado para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que repassou o animal para o Zoológico de Brasília. 

A Agência Brasil busca contato com a defesa do estudante.

Reabertura das agências do INSS é adiada para 24 de agosto

  • Agência Brasil
  • 29/07/2020 13:37
  • Brasil/Mundo

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou hoje (29), no Diário Oficial da União, portaria que adia para o próximo dia 24 a reabertura gradual de suas agências físicas em todo o país, devido à pandemia do novo coronavírus. A Portaria 36 resulta de decisão conjunta da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, e do INSS.

O retorno das atividades presenciais estava previsto para a próxima segunda-feira (3). Os serviços, entretanto, continuarão a ser feitos exclusivamente de forma remota, até o dia 21 de agosto, pela Central Telefônica 135, pelo aplicativo e pelo portal Meu INSS. O atendimento remoto terá continuidade depois da reabertura das agências, destacou o instituto.

Segundo o INSS, o objetivo é evitar a aglomeração de pessoas. Quando as atividades presenciais forem reiniciadas, terão prioridade os serviços de perícia médica, avaliação social, cumprimento de exigência, justificação administrativa e reabilitação profissional. Serão retomados também a justificação judicial e o atendimento relacionado ao monitoramento operacional de benefícios.

A Portaria 36 esclarece que, em um primeiro momento, o tempo de funcionamento das agências será parcial, com seis horas contínuas, e o atendimento será exclusivo aos segurados e beneficiários mediante agendamento prévio pelos canais remotos (Meu INSS e Central 135).

“A reabertura gradual e segura irá considerar as especificidades de cada uma das 1.525 agências da Previdência Social no país. Cada unidade deverá avaliar o perfil do quadro de servidores e contratados, o volume de atendimentos realizados, a organização do espaço físico, as medidas de limpeza e os equipamentos de proteção individual e coletiva”, estabelece a portaria.

As unidades que não reunirem condições necessárias para atender o cidadão com segurança seguirão operando em regime de plantão reduzido. Um painel eletrônico será disponibilizado pelo INSS, com informações sobre o funcionamento das agências da Previdência Social, os serviços oferecidos e o horário de funcionamento.

“Todas as medidas tomadas para garantir o direito dos cidadãos durante a pandemia de covid-19, incluindo a simplificação dos procedimentos, a dispensa de exigências e a oferta de serviços por meio de canais remotos, continuarão valendo mesmo após a retomada do atendimento presencial”.