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A 1ª Vara da Infância e Juventude de Arapiraca realizou, nesta terça-feira (17), audiências concentradas para verificar a situação de 11 crianças e adolescentes que se encontram em unidade de acolhimento.

Um dos casos analisados foi o de Adriana dos Santos, ex-usuária de drogas que recuperou a guarda do filho. "Para mim, foi muito difícil esse tempo que passei longe dele, mas me arrependi e estou aqui para dar uma vida digna e ter as responsabilidades de uma mãe. Também sou muito grata às pessoas que fazem esse trabalho de acolhimento e tratam os filhos da gente com amor, carinho e dedicação. Pretendo ser uma mãe presente nas necessidades dele daqui em diante", disse.

Segundo o juiz Alberto de Almeida, as audiências concentradas estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "A cada sei meses, em média, tal audiência ocorre para reavaliar essas medidas de acolhimento expedidas na comarca", explicou o magistrado que, no último dia 6, analisou a situação de outras sete crianças.

De acordo com a assistente social Lucy de Oliveira, da Associação Mãe Rainha, a negligência familiar, os maus tratos e a vulnerabilidade social são os principais motivos da ida de crianças e adolescentes aos abrigos. Ela explicou ainda que, no dia a dia, os menores acolhidos contam com uma equipe de professores, psicólogos e assistentes sociais que acompanham seu desenvolvimento, além de ser recomendado que tenham uma rotina familiar nos locais construídos para lhes abrigar.