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O prefeito da cidade de Campo Grande, Arnaldo Higino, nunca esteve foragido da justiça, informou o advogado de defesa, Fábio Ferrario, ao CadaMinuto na tarde desta quinta-feira, 18. Segundo ele, o gestor se apresentou espontaneamente à polícia ainda ontem, depois de ter o retorno à prisão decretado pelo desembargador João Luiz Azevedo Lessa, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

A informação de que Higino estava foragido da justiça foi confirmada nesta manhã pelo Ministério Público Estadual (MP/AL).

Ferrario explicou que, após se apresentar ao delegado plantonista Guilherme Iusten, o gestor ficou recolhido na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic). “Seria impossível o prefeito estar foragido, até porque ele usa tornozeleira eletrônica, como uma das medidas cautelares determinadas”, afirmou.

Arnaldo Higino foi preso no dia 24 de novembro do ano passado, por suposta prática de corrupção, e teve a prisão substituída, em dezembro de 2017, por medidas cautelares alternativas.

O advogado também rebateu a informação de que, após ter a liberdade concedida, o prefeito, mesmo afastado do cargo, suspendeu o pagamento do 13º salário dos servidores, ocasionando a paralisação das atividades do município. Segundo Ferrario, o atraso ocorreu porque os computadores apreendidos no Município só foram devolvidos em janeiro deste ano.

Ao solicitar a reconsideração da decisão que libertou Arnaldo Higino, o MP alegou que as medidas alternativas impostas não seriam eficazes, citando como exemplo a ingerência que ocasionou o não pagamento do 13º.

Em sua decisão, o desembargador João Luiz Lessa destacou que além deste processo, o prefeito também responde a outras ações penais, que apuram eventual prática de peculato, furto qualificado, ação de improbidade administrativa e é investigado em um inquérito policial.

“Como se não fosse suficiente, há um fato novo, noticiado pela Procuradoria Geral de Justiça [..], informando que, tão logo beneficiado pela substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, em razão de decisão monocrática prolatada em plantão judiciário, Arnaldo Higino permaneceu no comando – pelo menos de fato – da Prefeitura de Campo Grande”, frisou o desembargador.

Outra prisão

Ontem, o sobrinho do político e o ex-prefeito, Miguel Higino, também foi preso quando estava em um posto de combustíveis no Agreste de Alagoas. Miguel é acusado de participar do mesmo esquema de corrupção que resultou na prisão do tio.

Conforme o MP, ambos são acusados de desviar milhões dos cofres públicos entre os anos de 2013 e 2016.