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O reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) professor Jairo Campos da Costa encaminhou a este blog uma nota na qual rebate as denúncias e acusações feitas pelo vice-reitor, professor Clébio Araújo, em matéria postada no Cada Minuto do último dia 26 de Setembro, com o título: “Vice-reitor será candidato na Uneal e revela motivos de rompimento com atual gestão”. 

Na oportunidade, Clébio Araújo também informou que será candidato ao cargo de presidente da instituição na próxima eleição e que rompeu com o atual reitor por entender que os interesses acadêmicos não podem ser atrelados ao campo da política na Universidade. 

Em outro ponto da matéria, Clébio revela que nem mesmo para as colações de grau estaria sendo informado pelo cerimonial da Universidade Estadual de Alagoas. E, conforme sua postagem em sua página do face book, apresentou seu repúdio ao fato de que algumas demissões de cargos comissionados estariam ocorrendo na Uneal por ‘perseguição política’.

Resposta

Em sua defesa, Jairo Campos diz que sua prioridade sempre foi, e continua sendo, o bom encaminhamento das questões da Uneal e sua comunidade acadêmica. O reitor destaca que nunca deixou de priorizar esta instituição em qualquer situação.  

O reitor da Uneal cita ainda que quando o vice diz que ele está usando o espaço acadêmico como “campo para campanha” é, no mínimo, uma fraqueza para não dizer covardia daquele que o acusa. 

 

Leia a nota na íntegra 

Caríssimos leitores, amados cidadãos alagoanos...

Em matéria publicada em 26.09.2017 por este canal, assinada por Paulo Marcelo, fui vítima de orquestrada calúnia. Assim, como pessoa pública e cidadão que sou me senti na obrigação de exercer o meu direito legal não só de responder à matéria como de me defender do que considero uma atitude covarde daqueles que, por divergência ideológica ou simplesmente por interesses pessoais, tentam a todo custo, macular a minha imagem.

Dos fatos. De acordo com a matéria, o nosso Vice-Reitor teria dito que nós decidimos, ainda em 2014, seguir carreira política, uma vez que não poderíamos mais ser conduzidos à reitoria. Primeiro, negar esta afirmativa e dizer que a minha prioridade sempre foi, e continua sendo, o bom encaminhamento das questões da Uneal e sua comunidade acadêmica. Quem me conhece sabe, muito bem, que nunca deixei de priorizar esta instituição em qualquer situação. São, exatamente, 15 anos de doação integral à UNEAL desde que cheguei a Alagoas. Não é o meu perfil abandonar funções ou cargos para o qual fui eleito. Foi assim como diretor do Campus V, no Conselho Estadual de Educação – CEE e como atual reitor da Uneal.

É fato, e me sinto deveras lisonjeado, que tenho sentido na comunidade acadêmica, nas comunidades que visito e que conhecem o meu trabalho em defesa da educação, um anseio que eu confirme o meu nome para uma possível candidatura em 2018. Uma possibilidade real e que, uma vez concretizada, faria o impossível para honrá-la. Entretanto, não cabe a minha vontade, mas à do povo e das nossas lideranças partidárias, a definição. Destaco que a assunção de cargos públicos, não se dá pela nossa vontade pessoal, mas dos outros, princípio básico da coisa pública que alguns não querem entender. Deste modo, reafirmo a nossa negação de que isso foi uma decisão de 2014 como afirmara, caluniosamente, o nosso vice. Dizer que estamos usando o espaço acadêmico como “campo para campanha” é, no mínimo, uma fraqueza para não dizer covardia daquele que nos acusa. O que nos legitima para pleitear um cargo no legislativo é o nosso trabalho frente à Uneal e o compromisso com a população sempre marginalizada como os povos indígenas, os quilombolas, os artistas populares, a comunidade LGBT, os filhos de agricultores e todos aqueles que vivem do trabalho honrado.

Quanto à acusação feita de que teríamos nos tornado, em função da política, inimigos do nosso atual vice, ou que estaríamos boicotando sua participação nas ações da Uneal, gostaríamos de esclarecer aos leitores e a toda comunidade acadêmica que se trata de uma acusação injusta, mentirosa e leviana. Foi por opção pessoal que o vice se afastou do gabinete ainda em 2016. Alegando interesse em privacidade, foi ele quem de um dia para a noite deixou o espaço que dividíamos e mudou-se para um espaço só dele, fato que respeitei e respeito. Mas, ao se afastar do gabinete, ele deixou de estar ligado, diretamente, à minha agenda reitoral, fato que dificulta, muitas vezes a comunicação. Recentemente, o mesmo decidiu que sairia candidato sem nosso apoio e do grupo que representamos por uma inflexibilidade política dele. Nesse sentido, nunca foi essa ruptura por desacordo com nossa filiação político-partidária, afinal, nosso vice-reitor, no exercício do seu mandato, foi presidente do PC do B de Arapiraca, membro do Comitê Estadual do PC do B, cabo eleitoral do candidato a deputado Prof. Edivaldo (PC do B), em 2014, e do vereador de Arapiraca, o Sargento Moisés (PDT), em 2016.

Quanto à informação da mudança de pessoal [diga-se do quadro de confiança – comissionados de livre nomeação e exoneração], gostaríamos de dizer que elas estão ocorrendo por necessidade da própria gestão e para garantir a governabilidade de meu mandato. A acusação de que há, naquele espaço uma perseguição política é, no mínimo, caluniosa. Estamos reestruturando todo o quadro em função de cobranças e reclames da própria comunidade e assim faremos sempre que for necessário. É nossa prerrogativa e dever em nome do bem-estar da comunidade.  Afinal, quando fui eleito duas vezes reitor, a Uneal me deu a prerrogativa de designar as pessoas que irão me assessorar.

Reitero, por fim, meu compromisso ético e profissional com o povo alagoano e não permitirei que pessoas com pouco ou quase nada de capacidade de resiliência e humildade descontruam, com seus discursos odiosos, para um desserviço à comunidade à Universidade Estadual de Alagoas. Minha educação e minha história de vida não me permitem esse tipo de comportamento. No mais, apenas lamento e tenho pena.

Prof. Jairo José Campos da Costa
Reitor da Uneal