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Quem não lembra da canção: “Fumo de rolo, arreio e cangalha, eu tenho pra vender, quem quer comprar?”. Trata-se de Feira de Mangaio, música imortalizada por Clara Nunes e Sivuca, que poderia ser um hino dos feirantes de todo o Brasil.

Aos 73 anos de idade e quase 60 deles vividos na movimentada e tradicional Feira Livre de Arapiraca, Seu Juarez José Viana é um excelente exemplo para abrilhantar a passagem deste dia 25 de agosto, data em que é comemorado o Dia do Feirante.

Nascido na terra de padre Cícero Romão, aos dois anos de idade Juarez veio com a família morar em Arapiraca. Seu pai, que produzia artefatos de couro – arreios para animais, botas, sandálias Xô Boi e cintos – decidiu arriscar a vida na Feira Livre, conhecida em todo o Nordeste pela sua pujança econômica.

Tendo o pai como grande professor, ele resolveu montar sua primeira banca de feira em 1960, onde começou a comercializar os produtos já fabricados por ele.

Atualmente, após quase 60 anos, Seu Juarez continua com sua banca no mesmo local, além de dois boxes no Mercado Público Municipal José Alexandre dos Santos. As peças são produzidas num velho galpão aos fundos de sua residência e boa parte da produção tem destino certo: a feira do couro e do aço da cidade pernambucana de Cachoeirinha.

“Sou feirante com orgulho e é nesse trabalho que criei meus filhos e até hoje sustento a minha família. Quero cumprir essa missão até o último dia de minha vida”, finalizou.