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Os quase 60 dias de greve dos professores da rede municipal de educação continuam sendo pauta de discussão durante as sessões da Câmara Municipal de Arapiraca. Esta semana, o vereador Fábio Henrique (PCdoB) pediu que os vereadores se mobilizassem e lutassem pelo fim da greve, iniciada no mês de Maio.

“A Câmara não pode ficar de braços cruzados. É preciso sensibilizar tanto a categoria quanto o prefeito Rogério Teófilo para que haja um consenso e que seja retomado o ano letivo 2017, muito prejudicado também pela demora da conclusão de algumas reformas, bem como aquisição de material escolar”, disse. 

Fabio deseja que haja solução imediata e um entendimento entre as partes. Para ele, esta greve e os atrasos ocasionados por outros problemas precisam de solução para evitar ainda mais prejuízos aos alunos das várias escolas municipais de Arapiraca. 

O vereador cobra uma posição urgente da administração municipal para o problema da greve dos educadores. Ele disse que os mais prejudicados são os alunos que estão fora das salas de aula há quase dois meses. 

Reivindicações

De acordo com o professor e presidente do Núcleo Regional de Arapiraca do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), André Luis, os professores reivindicam 7,64% de reposição do piso nacional de Educação. 

A categoria reivindica também a merenda escolar que, segundo ele, falta nas escolas municipais, além de pessoal como professores e assistentes de apoio. 

Audiência 

Na tarde da última terça-feira, enquanto participavam de uma reunião para discutir o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), os vereadores suspenderam a discussão com os consultores jurídicos da Casa Legislativa, para receber os professores grevistas.

A reunião que foi coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Núcleo Regional de Arapiraca-Agreste, teve a participação do presidente da entidade, André Luiz, que falou para mais de 200 professores que superlotaram a galeria da Câmara Municipal, lamentando a posição do prefeito Rogério Teófilo (PSDB), que cortou o salário dos dias parados, mesmo eles estando amparados pela Justiça que considerou a greve legal.

Os professores voltaram a cobrar dos vereadores apoio para o impasse entre categoria e prefeitura, que segundo o presidente do Sindicato, se nega a atender as reivindicações.