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De acordo com as informações do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na prestação de contas dos candidatos nas eleições de 2014, a JBS fez doações de cerca de R$ 5,3 milhões para políticos que foram eleitos em Alagoas, entre eles estão dois deputados de Arapiraca: Ricardo Nezinho (PMDB) e Tarcizo Freire (PP).

Ao todo foram beneficiados mais de 20 políticos e a lista traz ainda os nomes do governador Renan Filho (PMDB), do senador Benedito de Lira (PP), dos ministros Marx Beltrão (PMDB) e Maurício Quintella (PR) e dos deputados federais Arthur Lira (PP) Ronaldo Lessa (PDT) e Givaldo Carimbão (PHS).

A suplente de deputado federal, mas que está no exercício do mandato, Rosinha da Adefal (PTdoB) também recebeu doações da JBS, por meio do diretório estadual.

Critério

A ‘mala preta’ trouxe valores diferenciados, atendendo algum tipo de critério. Ricardo Nezinho recebeu a doação de R$ 130 mil e Tarcizo Freire ficou com R$ 100 mil. Um pouco mais abaixo localizamos os deputados Ronaldo Medeiros que recebeu R$ 100 mil, Marquinhos Madeira também com R$ 100 mil, além de Thayse Guedes que recebeu da JBS R$ 90 mil e Carimbão Junior R$ 92 mil.

Já a lista dos candidatos a deputado federal traz os seguintes nomes: Arthur Lira ficou com R$ 500 mil, Ronaldo Lessa recebeu R$ 50 mil e Givaldo Carimbão R$ 150 mil. Rosinha da Adefal, que está exercendo o cargo na vaga de Marx Beltrão, ministro do Turismo, recebeu R$ 200 mil para a campanha de 2014.  

Quem tem ‘costa larga’ recebeu um pouco mais. É o caso de Olavo Calheiros (PMDB) que recebeu o incentivo de R$ 300 mil para se eleger deputado estadual. Outros não tiveram tanta sorte e foram apenas agraciados com doações simbólicas como o então candidato a deputado federal Davi Davino que recebeu míseros R$ 8 mil.

A lista (abaixo) mostra os valores e a origem da doação feita aos candidatos. Os valores foram repassados pelos diretórios dos partidos ou por repasses feitos por campanhas majoritárias.

Foi legal

Vale lembrar que o levantamento foi realizado no período em que as doações de empresas eram legais, segundo a legislação eleitoral e indica que as principais lideranças políticas do Estado receberam de alguma forma as doações da JBS. 

Os maiores beneficiados foram o governador Renan Filho (R$ 1,3 milhão), o então candidato ao governo Benedito de Lira (R$ 1,2 milhão), além dos ministros Maurício Quintella (R$ 950 mil da JBS/Seara) e Marx Beltrão (R$ 236 mil) – deputados federais afastados que ocupam cargos de ministros dos Transportes e do Turismo, respectivamente.