Depoimento de Lula a Moro: veja os principais pontos



Por Globo.com

Triplex

Sergio Moro diz que não tem qualquer "desavença pessoal" com Lula.

Moro diz que não tem nenhuma cabimento a afirmação de que Lula seria preso na audiência.

Ex-presidente diz que nunca houve intenção de adquirir o triplex em Guarujá.

Moro questiona Lula sobre documento de adesão do triplex achado na casa dele. Lula afirma que o documento não está assinado e diz que "talvez quem acusa saiba como foi parar lá".

Lula confirma que visitou o imóvel em fevereiro de 2014, porque a OAS pretendia vendê-lo para sua família, mas diz afirmou que desisitu do imóvel ao vê-lo pela primeira vez.

Bate-boca

Quase todo o vídeo tem bate-boca dos advogados do Lula com o Moro. A defesa não concorda com o fato de Moro perguntar sobre a compra de uma cozinha para o sítio.

O ex-presidente evita responder questões sobre o sítio, porque o caso é analisado em outro processo.

Lula diz: “O apartamento nunca me foi oferecido antes da data em que eu fui lá ver. E quando eu fui ver eu não gostei.”

O ex-presidente afirma que Léo Pinheiro disse que ia fazer uma proposta sobre o apartamento e "depois nunca mais voltou a falar comigo".

Lula diz que " todo esse processo é subordinado á Época, ao O Globo, à Veja, à Globo". No vídeo 10, Moro diz que "não é a imprensa que está fazendo este processo".

Dona Marisa e Leo Pinheiro

Lula confirma presença de Leo Pinheiro e Paulo Gordilho no sítio em Atibaia, mas nega que discutiu com eles sobre o apartamento em Guarujá.

Lula diz que não faz sentido ele ter pedido elevador em um "apartamento que não é dele", já que o apartamento atual dele tem escada. Ele mostra as fotos da escada.

Moro pergunta se Lula acha que há uma conspiração contra ele. Lula diz que não, mas afirma que delatores mentem e ironiza o que chama de “PowerPoint mentiroso” do MPF.

Moro cita documento assinado por Marisa em 2009, Lula diz não ter conhecimento. "E uma das causas que ela morreu, foi a pressão que ela sofreu", diz Lula a Moro sobre Marisa.

"É muito difícil para mim, toda hora em que o senhor cita a minha mulher, sem ela poder estar aqui para se defender", diz Lula.

Lula nega conhecimento de uma "conta de propinas" na OAS para o PT e diz que depoimento de Leo Pinheiro é de um "irrealismo total".

Renato Duque

Lula falou sobre como funcionavam as nomeações políticas para cargos em estatais.

O ex-presidente cai em contradição ao ser questionado se sabia da relação entre Duque e João Vaccari Neto. Primeiro, diz que não sabia. Depois, confirma que pediu para Vaccari chamar Duque para uma reunião.

Lula diz que encontrou Renato Duque no aeroporto de Congonhas, e que lá perguntou se ele tinha conta no exterior. Duque disse que não, segundo Lula.

Moro questiona se Lula sabia de crimes cometidos por Duque e outros diretores da Petrobras, como Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada. Lula responde: "Não, nem eu, nem o senhor, nem o Ministério Público, nem a Petrobras, nem a imprensa, nem a Polícia Federal. Todos nós só ficamos sabendo quando foi pego no grampo, na conversa do [Alberto] Youssef com o Paulo Roberto".

Ao ser questionado sobre quando soube de corrupção na Petrobras, Lula se compara a um vaso chinês como ex-presidente: "Um vaso bonito que você ganha, mas não sabe como cuidar".

"Eu não tenho nenhuma influência no PT, eu tenho influência na sociedade", diz Lula.

Ao ser questionado sobre churrasco com políticos em abril de 2004 na Granja do Torto, e café da manhã com 35 dos 53 deputados do PP, Lula diz não se recordar, mas conta que “fazia reunião sistemática com os líderes”.

“Se a presidenta Dilma tivesse me seguido, não tinha tido o impeachment", completa Lula.

Petrobras

Moro questiona sobre a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Lula negou envolvimento no planejamento e construção da refinaria.

Lula diz que não sabe por qual razão houve aumento do gasto na refinaria, previsto, inicialmente em R$ 2,4 bilhões e finalizada em R$ 18,5 bilhões.

Lula diz que "ficou muito p. da vida" por Renato Duque ter mentido para ele sobre contas no exterior.

Sobre o desvio de R$ 6,194 bilhões em propinas na Petrobras em 2015, Lula diz que desconhecia.

Nega destruição de provas

Lula evita responder a perguntas de Moro sobre o mensalão, alegando que o tema não faz parte do processo.

O ex-presidente nega ter orientado Léo Pinheiro a destruir provas de propinas.
Lula diz que estava encerrando a carreira política quando foi alvo de condução coercitiva, mas agora quer ser candidato a presidente outra vez.

Moro e a defesa de Lula se desentendem sobre a necessidade de responder sobre uma entrevista dada por Lula em 2005. Lula sorri durante a fala de Moro e diz que não vai responder.

Lula pede que a Polícia Federal devolva os iPads de seus netos.

Moro questiona sobre o discurso em que Lula diz que "se não for preso, vai mandar prendê-los um dia". Ele diz que foi "força de expressão".

Vaccari e triplex

O procurador Roberson Pozzobon questiona o ex-presidente sobre a frequência com que ele teve contato com João Vaccari. Lula diz que não tem a menor noção.

Pozzobon pergunta se a cota adquirida por dona Marisa no edifício Solaris foi quitada. Lula afirma que não.

Pozzobon exige objetividade nas respostas do petista, e o ex-presidente rebate: “Vocês estão exigindo de mim uma objetividade que eu ainda não exigi de vocês."

Lula reafirma que o triplex de Guarujá não é de sua propriedade e diz que não há provas.

Acervo da Presidência

Lula fala sobre o acervo da presidência e diz que não sabia a quantidade de caixas.

Moro pergunta se Lula sabia que a OAS custeou o armazenamento. Lula diz: “Fiquei sabendo depois. Na época nem sabia pra onde ia.”

Lula também nega, quando questionado, ter recebido o suficiente da LILS Palestras para custear o armazenamento.

Lula diz que não conhece Pedro Barusco: "Não conheço esse cidadão (...) Não sei se ele distribuía dinheiro para o PT ou para alguém".

“É até bom reforçar aqui. O Vaccari nunca tratou comigo de triplex", diz Lula.

Repete negativas

Lula é questionado sobre encontros com Léo Pinheiro e Paulo Okamoto. Ele repete que tratou do triplex com Leo Pinheiro apenas duas vezes, e depois nunca mais falou sobre isso.

Lula diz que não conversava de finança de PT com Vaccari, "porque eu não era da direção do PT".

Lula se irrita com a insistência da pergunta sobre se ele perguntou a Vaccari se ele recebia vantagens indevidas. "Para acabar a nossa polêmica aqui, vamos dizer: eu perguntei e ele disse que não. Tá bem assim?", pergunta.

Declarações finais de Lula

“Eu gostaria de dizer que eu estou sendo vítima da maior caçada jurídica que um presidente ou que um político brasileiro já teve", diz Lula.

Moro interrompe que diz as declarações finais não são para ser declarações políticas, e sim declarações relativas ao processo. "Não é programa eleitoral", diz Moro.

Lula se defende: “É porque eu estou sendo julgado pelo que eu fiz no governo. Eu estou julgado pela construção de um PowerPoint mentiroso." Ele critica vazamentos.

Lula critica a imprensa e Moro diz: "Não é a imprensa que está fazendo esse processo”. Ele diz que Lula será julgado exclusivamente com base nas leis e nas provas.

 



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