Motoristas não tiveram tempo de frear em acidente na AL-110, revela perícia



Por Redação Cada Minuto

A Perícia Oficial de Alagoas divulgou mais informações sobre o acidente envolvendo dois ônibus escolares na AL-110, que matou seis na última quinta-feira (30). As peritas que estiveram no local descartaram a possibilidade de um trator ter sido o causador do acidente, mas afirmaram que a invasão da contramão pelo ônibus que seguia para São Sebastião foi o fator preponderante da colisão. Segundo a perita criminal Suely Maurício, a ausência de marcas de frenagem na pista leva a entender que a manobra irregular foi tão rápida e inesperada, que os condutores não tiveram tempo de acionar os sistemas de freio ao ponto de bloquear as rodas.

O exame feito no local revelou que o motorista que seguia para Arapiraca e estava na mão correta tentou desviar da colisão frontal total. Ele teria puxado o seu veículo para o acostamento, buscando evitar uma colisão frontal total. O impacto maior foi no lado esquerdo, onde fica a poltrona dos condutores. A magnitude e a localização dos danos prejudicaram a análise do sistema de dirigibilidade dos veículos, informou o Instituto de Criminalística.

Sobre a informação de que um trator poderia ter sido o elemento que provocou o desvio do ônibus para a pista contrária, a perita disse que não foram encontrados vestígios que indicassem a presença de veículo parado ou qualquer outro obstáculo que pudesse impedir o tráfego normal no trecho examinado, obrigando o ônibus a invadir a faixa de sentido contrário e provocar o acidente.

“A perícia criminal trabalha com elementos materiais, não com a subjetividade, cabendo à Polícia Civil ouvir o depoimento de testemunhas e de sobreviventes para confirmar ou não essa hipótese. Nós, peritos criminais, até ouvimos o que é dito no local, mas somente para estudar a viabilidade técnica, analisando os elementos materiais e verificando se eles corroboram ou não com o que está sendo dito por supostas testemunhas.

O conjunto de tacógrafos, dispositivo utilizado para monitorar veículos, de ambos os ónibus foram recolhidos pela equipe para análise na sede do IC.  Esse exame complementar será realizado para saber o tempo de uso, a distância percorrida e a velocidade desenvolvida antes e durante o acidente. Entretanto, segundo Suely, ainda será verificado se os equipamentos estavam em situação regular, conforme o Código de Trânsito Brasileiro e demais normas regulamentares.

As peritas informaram que o laudo deve ser concluído em 30 dias.

O acidente

O acidente aconteceu na rodovia AL-110, na noite da última quinta-feira (30), no município de São Sebastião. Os ônibus escolares, um de Junqueiro e outro de Teotonio Vilela, transportavam estudantes e colidiram de frente. Seis pessoas, incluindo os dois motoristas, morreram.

Mais de 40 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para serem atendidas na Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca.

As vítimas fatais foram identificadas como Jonas Everson Nunes da Silva, Débora Afra Borges e Joelma da Silva e os motoristas Otávio Plácido e Denis Francisco da Silva. Amanda Silva Santos foi levada para a UE do Agreste, chegou a passar por um procedimento cirúrgico, mas faleceu.



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